domingo, 30 de janeiro de 2011

Bricolage

O Arpão
Na prática da caça submarina é muito importante manter a ponta do arpão sempre bem afiada.

Se o arpão não estiver bem afiado, significa que não vai conseguir perfurar o peixe, especialmente se o tiro for feito a uma distância considerável.

Um arpão que não esteja bem afiado, em vez de perfurar o peixe, vai desviar-se da sua trajectóia quanto menos perpendicular for o tiro, relativamente ao peixe.

A questão que aqui se coloca nem é tanto a da penetração do arpão mas sim o desvio do mesmo!

Para entrar e "agarrar" bem, o arpão tem de estar sempre bem afiado.
Há duas formas de afiar o arpão:
1 - O afiar cónico que é o mais adequado a peixes menores e de fundo.
Nesta forma de afiar o arpão, o mesmo irá sofrer menos com os toques nas pedras.

2 - O afiar em pirâmide ou facetado (tri cut (3 cortes) ou tetra cut (4 cortes)) é o mais adequado para peixes de grande porte e de água livre.

É aconselhável afiar o arpão em quatro faces, pois torna a tarefa mais fácil e dá-nos menos trabalho.

Contudo, a ponta do arpão afiada em pirâmide é a que mais sofre com os toques na pedra.

A ponta do arpão afiada em forma de pirâmide, não é nada aconselhável para tiros na pedra, pois a ponta fica romba com facilidade, o que não acontece nas pontas cónicas.
Caso a ponta do arpão sofra um pequeno toque, é aconselhável o uso de uma lima.
Para uma afiadela mais a fundo, deve usar-se a esmeriladora.


Em jeito de conclusão:
Os arpões, afiados com ponta cónica são mais resistentes aos toques nas pedras.
O afiar em faces, torna o arpão cortante e dá-lhe mais penetração.

Deixo-vos aqui mais um video bem elucidativo, relativamente à forma correcta como devemos afiar o nosso arpão na esmeriladora.


Posted by: jotasub

Tabela (medida) de elásticos para armas de caça submarina

Sempre que pretendemos fazer a troca dos elásticos da nossa arma, por vezes ficamos na dúvida sobre qual o tamanho adequado dos elásticos que devemos adquirir!

A tabela abaixo informa sobre os tamanhos correctos dos elásticos (circulares ou de rosca) a serem utilizados em cada tipo de arma, variando os mesmos de acordo com o tamanho da arma e do respectivo arpão.

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Posted by: jotasub

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Técnica

Caça á Espera ou Agachon

A caça á espera, também conhecido por "agachon", é mais exigente do ponto de vista físico do que qualquer outro tipo de caça, pois obriga a que tenhamos que fazer máximo uso da nossa apneia. É também neste tipo de caça que melhor temos que nos camuflar, aproveitando os relevos, as algas e, para isso, nada melhor que usar fatos camuflados.

Dependendo do fundo e da espécie a capturar, a caça á espera ou agachon pode ser bastante exigente a nível físico e técnico, pois pode implicar caçar fundo e com apneias longas.

A técnica do agachon ou espera consiste em despertar a curiosidade do peixe, de modo a que seja este a aproximar-se do caçador.

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Para isso, é importante o caçador transmitir confiança no peixe, de forma a que este perca o receio e se aproxime o suficiente para ser capturado.

Ao agachon, podemos caçar o peixe que passa sem se aperceber da nossa presença, ou tentar atraí-lo justamente pela nossa presença.

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Na caça ao agachon em águas limpas é essencial uma boa dissimulação e um bom alcançe, por isso é importante o uso de:

- fato camuflado

- barbatanas transparentes

- arma longa

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A caça ao agachon tem melhores resultados em fundos rochosos, mas também pode ser praticada em fundos arenosos.

Na caça ao agachon é provável apanhar um peixe de maior porte, por isso é aconselhável a utilização de um carreto na arma.

Convém estarmos bem lastrados, pois este tipo de caça exige imobilidade total em determinadas situações.

Podem-se usar inclusivé, pesos nos tornozelos para que as barbatanas não nos denunciem pela sua flutuabilidade.

Na caça ao agachon é provável que se sinta frio ao fim de algum tempo por causa das longas permanências no fundo.

Dica:

Depois de estar bem dissimulado no fundo,o caçador deve estar virado para o lado onde viu fugir o peixe à superficie ou durante a descida e, de preferência, a favor da corrente e do sol, pois as grandes presas gostam de nadar contra a corrente e a luz sempre ajuda na camuflagem.

A imobilidade total no fundo é fundamental para que o peixe se aproxime do caçador.

Uma boa espera inicia-se com um bom “pato”, seguida de uma descida calma e silenciosa e durante a descida é importante escolher o local para “aterrar”e ali fazer a espera.

O local deve proporcionar o máximo de dissimulação ao caçador (uma pedra alta ou um buraco é o ideal) e pode até servir de apoio ao caçador para se poder agarrar, para não ser balanceado pela força do mar.

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Posted by: jotasub

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

15 dicas para principiantes

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Bricolage

O uso da lanterna é uma ferramenta muito importante na caça ao buraco, pois irá facilitar na localização do peixe dentro do buraco, especialmente quando a visibilidade é reduzida.

Para quem não gosta de andar com a lanterna na mão, aqui fica um belo video onde o autor nos mostra como fixar a lanterna à arma, o que irá permitir libertar um dos braços durante o mergulho.



Posted by: jotasub

sábado, 22 de janeiro de 2011

Caça Submarina no feminino

Dizem os mais antigos que a Caça Submarina é um desporto para homens de barba rija mas, na verdade, não é bem assim!!!

Prova disso mesmo é que começam a aparecer mulheres com um enorme talento para a prática desta actividade, como por exemplo a apneísta francesa JULIE GAUTIER.






SYLVIANE LE PIMPEC, 38 anos, natural da Bretanha é particante de caça submarina desde os seus 16 anos.
Relativamente aos homens, Sylviane diz que eles acham interessante uma mulher caçadora e até lamentam não a encontrarem mais vezes no mar.
Sylviane deixa um conselho às mulheres que queiram iniciar-se na caça submarina para escolherem um fato á medida de cada uma e, no caso de saírem para o mar de barco, devem levar um balde para fazerem xi-xi.

VIVIEN VOGEL, 29 anos, natural da Alemanha diz que a caça submarina não surgiu na sua vida mas que pertence à sua vida, uma vez que o seu pai também foi um caçador submarino.

Para Vivien, fazer apneia e caça submarina é uma forma de relaxamento.

EFTIHIA PENTARAKI, 39 anos, natural da Grécia.
Não se importa com o que os homens pensam e apenas se interessa na opinião daqueles
que sabem que para ela a caça submarina é um modo de vida.

A edição especial da revista PESCA SUBMARINA, contém uma reportagem acerca deste tema em que uma praticante natural da Madeira, de nome Lúcia Carvalho, é a entrevistada e em determinado momento da entrevista, a mesma profere uma frase, mais ou menos assim:

"... A Caça Sub não é um desporto de homens, é um desporto de todos. "

Segundo esta praticante, ainda hoje é muito difícil encontrar no mercado, fatos, luvas, meias e barbatanas em tamanhos pequenos para senhoras.

Na minha modesta opinião, a participação activa da mulher na prática desta modalidade desportiva, sem dúvida que a vem " embelezar " em todo o seu esplendor.

Posted by: jotasub

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Bricolage

As pranchas de caça são mais utilizadas quando precisamos de nos deslocar à barbatana ao tal spot cheio de peixe e que fica muito afastado do local de saída e, acima de tudo, quando temos de levar várias armas, comida, água, etc.

A utilização das pranchas de caça são uma preciosa ajuda nas deslocações, poupando-nos esforços e em consequência torna a deslocação mais confortável.

Com o uso da prancha de caça, efectivamente poupamos muita energia durante as deslocações e ainda nos permite levar mais material que eventualmente pode vir a ser útil na jornada de caçasub.

Uma boa prancha de caça deve ter vários ganchos de suporte e uma bolsa elástica.

A prancha de caça deve ter boa FLUTUABILIDADE, boa VISIBILIDADE, uma vez que a mesma irá servir de bóia de sinalização e acima de tudo, o PESO, pois vamos ter de a carregar desde o carro até ao mar e no final da jornada, vamos ter de a rebocar até ao ponto de saída.
Para finalizar, não podemos descorar a sua RESISTÊNCIA e DURABILIDADE do seu matrial de construção.

No mercado, podemos encontrar pranchas de caça de várias marcas, designadamente a prancha BEST DIVER (Decathlon), a prancha PICASSO (Megasub), a SHARDANA da OMER (Megasub), a prancha DIVE HUNTER (http://www.scubastore.com/mergulho/best-hunter-dive-hunter-board/5028/p) e a PRANCHA IMERSION (http://www.imersion.net/index.php?lg=2&chx=20&fam=18&prod=253).

Para quem quiser dedicar-se à construção da sua prancha de caça, aqui ficam alguns videos que podem ser uma preciosa ajuda.



Posted by: jotasub

domingo, 16 de janeiro de 2011

Nova técnica???

Será que estamos perante uma nova técnica de caçasub ou estamos mesmo perante um novo ARMSTRONG oceanauta que nos brinda com uma demonstração cabal de que o HOMEM, além de o já ter feito na LUA, também é capaz de andar no fundo do mar.

Cá para mim, é mais um pequeno passo para o HOMEM e mais um grande passo para a HUMANIDADE!!!

Será????



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

TÉCNICA

Caça ao buraco

É possível praticar este tipo de caça a qualquer profundidade, no entanto, quanto maior esta for, maiores cuidados teremos de ter, devido à superior exigência em termos de apneia, para a qual também contribui a necessidade de bastante movimento por parte do caçador, nesta técnica, ainda para mais, se quisermos efectuar de forma correcta a abordagem ao buraco, apesar de neste capitulo, como em tantos outros não existirem verdades absolutas, existem no entanto procedimentos que geralmente dão bons resultados.





É requerida uma grande capacidade de observação, uma vez que em fundos acidentados, poderão existir os abrigos mais inimagináveis, e por vezes são mesmo estes que o peixe elege para entocar.

O peixe poderá ser surpreendido num buraco, porque de uma maneira geral é assim que vive, caso do safio, e moreia por exemplo, ou então porque pretende descansar, esconder-se de algum perigo, ou para se alimentar, é o caso dos sargos, douradas, robalos, corvinas, etc.

Existem porém peixes que em regra não entocam, tal como o salmonete, ou o fazem de uma forma diferente, como o linguado, que atinge os seus objectivos por intermédio da areia dos fundos.

Com a experiência e com o conhecimentos que vamos adquirindo ao longo do tempo, dos diferentes locais, e tendo em conta factores como a época, estado da maré, hora do dia, etc, iremos desenvolvendo uma boa noção do tipo de peixe que poderemos encontrar em determinados buracos.

Para além de uma boa capacidade de leitura do relevo dos fundos, torna-se necessário prestar atenção á movimentação dos peixes existentes no local, por exemplo, um cardume de pequenos peixes, que insiste em ficar numa determinada zona, poderá ser uma indicação da presença de bons exemplares, entocados nas proximidades.

A aproximação a um buraco, deverá ser feita com a maior descrição possível e após uma observação atenta do local, sem provocar ruído, e tendo em mente que aquilo que pretendemos é vir a criar um tipo de situação em que o peixe sinta a necessidade de permanecer entocado, assim, antes de procedermos á inspecção do interior do buraco, no caso de existir peixe que vogue no exterior do mesmo, deverá ser este o primeiro a ser capturado, o peixe entocado apercebendo-se disso, terá tendência a permanecer no seu esconderijo.




Finda esta primeira fase, ou dada a inexistência de peixe no exterior do buraco, chegou a altura de o inspeccionarmos, e caso tenhamos a certeza da existência de peixe no seu interior, ou tenhamos fortes motivos para suspeitar da sua presença, devemos proceder de forma a que, dependendo da morfologia do local, consigamos introduzir apenas a cabeça da arma, espreitando discretamente, e estando preparados para um tiro reflexivo, tendo o cuidado de disparar primeiro aos peixes que se encontrarem mais próximos da entrada.




Se não tivermos de todo ideia do que podemos encontrar no interior de um buraco, será boa ideia fazer uma silenciosa aproximação, espreitando discretamente pela entrada (por vezes o pino é a opção mais eficaz), e sem proceder á introdução da arma nessa primeira fase.
A lanterna só deverá ser utilizada quando for absolutamente necessária.

Caso notemos que o buraco possui por exemplo, duas entradas/saídas, podemos experimentar obstruir uma delas, ou colocar junto dela objectos coloridos, que sirvam como dissuasão á saída do peixe.

Neste tipo de caça, é aconselhável ter á mão um bicheiro e um saca-arpões.

Dependendo da dimensão dos buracos, poderemos utilizar uma "baby" nos mais pequenos, e para peixes não muito grandes, no entanto, já para buracos um pouco maiores, uma "júnior", poderá ser a opção mais acertada, permitindo-nos ainda efectuar tiros razoáveis em água livre.

Para buracos amplos e profundos, como furnas por exemplo, poder-se-á, optar por uma "standard" ou uma "luxo".
Esta é geralmente a primeira técnica utilizada para caçar, sendo também das mais produtivas. No entanto, também tem as suas manhas e truques, sendo também nesta técnica onde mais se improvisa, principalmente na hora do disparo onde por vezes o caçador mais parece um contorcionista.

A aproximação ao buraco deve ser feita por cima ou por um dos lados, nunca de frente. Devemos também inspeccionar os arredores antes de disparar para dentro do buraco, pois por vezes também andam por ali uns peixes, devendo nós neste caso, caçar à espera e só depois ir ver dentro do buraco.
No caso de buracos mais escuros, devemos utilizar uma lanterna, que deverá ser de pequena dimensão, mas apenas como recurso, pois assusta certos peixes. Um bom truque que por vezes resulta, é fechar os olhos pouco tempo antes de espreitar para dentro do buraco, pois deste modo habituamo-nos à escuridão mais rapidamente.

No que diz respeito ao material, deve-se usar um fato forrado por fora para resistir ao contacto com as pedras, o que neste tipo de caça é inevitável. As armas serão geralmente curtas (baby, júnior), mas tudo dependerá da dimensão do buraco, podendo por vezes caçar-se com uma luxo se o tamanho do buraco o permitir.

O fio do arpão deve ser resistente, pois também estará muitas vezes em contacto com as rochas. Existem marcas (por exemplo a JB Esclapez), que têm armas com o tubo revestido por um material parecido com neoprene, e que atenua o barulho provocado pelo bater da arma nas rochas, o que evita que o peixe se assuste. Convém também usar umas luvas para nos protegermos das rochas.
Os peixes que poderemos caçar com esta técnica são por exemplo: polvos, safios, moreias, bodiões, sargos, robalos, meros, etc.

Assim como noutras técnicas temos de ter em atenção:
O tipo de peixe, o tipo de fundo e qual a arma a utilizar.

Existem 4 tipos de peixe:
- Os que nunca entocam; poucos, como barracudas, serras, salmonete e pouco mais por esses mares afora.
- Os que vivem entocados, saindo eventualmente para caçar, e mesmo neste caso nem sempre, como as moreias e safio, abrótea, faneca e muitos peixes pequenos mas sem interesse de caça e que são fáceis de encontrar ao observador menos experiente.
- Os que vivendo em água livre, podem procurar abrigo debaixo de pedras, furnas, etc... fazem-no para descansar e são quase todos: pargos, salemas, saimas, douradas, tainhas, robalos, badejo, anchova, lírios, enxaréu e até as corvinas, raias e cações!
- Os que vivem perto do fundo e passam grandes períodos entocados, não só em descanso, mas sobretudo para se esconderem ou emboscarem: Mero, bodiões, sargo alcorraz e roçada, rascasso.
Depois há que ter em conta que se praticamente todos os peixes entocam, diverso é o seu comportamento.

Existem cinco Tipos de Fundo com Buracos:
- O Lajão, pedra normalmente chata e lisa, aberta por baixo em grandes fendas, salões ou prateleiras, quase sempre em fundo arenoso.
- O Laredo, pedra muito partida e amontoada, geralmente em volta de acidentes como peões, pontas e falésias. No labirinto que constituem há todo o tipo de buracos e espaços tão do agrado de muitos peixes.
- Os Matacões, grandes pedras, normalmente isoladas no fundo e que podem ou não roçar a superfície. Neles se abrem túneis, falhas e buracos diversos.
- As Furnas, autênticas grutas e cavernas, a descoberto ou submersas, que se abrem nas grandes massas, rochosas, como falésias ou pedras ilhadas
- As Fendas, são falhas verticais ou longitudinais, raramente oblíquas, estreitas, onde mal cabemos, que se abrem profundamente nas paredes rochosas das grandes massas. Existe um outro tipo de fendas que se abrem paralelas ao fundo e na vertical; não sendo as mais vulgares são normalmente interessantes como refúgio temporário de muitos peixes, sobretudo sargos, quando se sentem ameaçados.

Há ainda a considerar, fora destes buracos típicos, aqueles acidentes como as que são espaços abertos sob uma pedra, autêntico tecto suportado por duas pedras, que oferecem abrigo ou posto de caça a muitos peixes como saimas, pargos e até meros. Também os destroços ou barcos afundados, mais ou menos partidos em peças como chapas, caldeiras, etc. São buracos e excelente refúgio para quase todos os peixes.

Os buracos são regularmente ocupados pelo peixe, portanto devem ser marcados e visitados sistematicamente, aprenderemos com a prática que há buracos de mero, robalos, sargos, safio, etc. e os que são mistos; como há os de abrigo, repouso e caça.

Convém marcá-los e identificar os ocupantes que podem até variar com a época do ano, maré e hora do dia, isto serão memórias de caçador! Os buracos descobrem-se da superfície ou fazendo meios mergulhos a estudar o fundo.

Outro modo é observando o peixe que se movimenta e vai denunciá-los, ao vermos que desapareceram debaixo de alguma pedra, ou pelo o seu entrar e sair. Com alguma prática e poder de observação, acabaremos por desenvolver um sentido da pedra que intuitivamente nos conduzirá.

A primeira coisa a fazer é, se o peixe está calmo e voga ao redor do buraco, fazer mergulhos em volta e cosendo-nos com o fundo ou atrás das pedras, esperar que passem ao nosso alcance ou mesmo venham observar, o peixe é curioso.


O segundo passo, esgotado este recurso, é pormo-nos frente ao buraco, e afastados, esperar que o peixe assome à porta; outra forma é colocarmo-nos ao lado ou por cima da abertura e esperar que algum se mostre, ou arpoar os que tentem fugir, convidando-os a permanecer entocados.

Em ambos os casos não fazer ruídos que perturbem o peixe dentro do buraco, cuidado com a poita por exemplo, como se deve imobilizar imediatamente o peixe arpoado, cujas vibrações vão alarmar os outros.

Caçar em volta do buraco, o peixe que voga, vai obrigá-lo muitas vezes a entocar, como há quem aposte em fazer ruído à superfície, por exemplo descrevendo círculos com o barco, o que todavia me deixa dúvidas e não me parece ético.
Observar o comportamento do peixe, entrando e saindo calmo do buraco, e se a cor é viva e brilhante ou sem nenhum sinal de avivamento ou mudanças, sinal este, de confiança.
Vamos então, depois de tudo, caçar dentro do buraco:
Abordar o buraco de lado ou por cima, ficando de fora, e nunca de frente. Enfiar apenas a cabeça e a ponta da arma que acompanha esta, pronta a um tiro instintivo, meter o resto da arma depois de conhecermos o interior do buraco.
Se a introdução da arma é difícil e ruidosa, podemos deixá-la posicionada, desde que tenhamos o buraco bem marcado, quer à vista (punho da arma muitas vezes é branco), ou com a bóia ou uma pequena rígida de emergência que usamos no cinto.

Não usar ainda a lanterna. Pode, por exemplo, para se melhorar a habituação ao escuro, fechar um ou ambos os olhos durante a descida.

O peixe pode estar à vista ou não, se estiver escondido pode trair-se pelo ruído - barbatanas que rufam, bater na pedra - pelo brilho, ou por levantar poalho (poeira muito fina que cobre muitas vezes o fundo). Se o peixe estiver amontoado, atirar aos das pontas e nunca ao molho.

Se estiver algum perto de outra saída, atirar a esse preferencialmente. Se nadar no meio do buraco e houver fendas interiores, atirar primeiro ao que está fora e só depois ao das fendas.

Observar se o peixe muda a cor para tons baços e escuros sinal de que está à defesa e tende a esconder-se no mais escuro e recôndito da toca.

Só no fim de deve usar a lanterna e entrar no buraco para melhor o inspeccionar. Os que tiverem permanecido ou até os que não vimos, estão agora nos cantos mais escuros, estreitos e escondidos. Se vemos um amontoado de peixe e a situação é propícia, podemos tentar a sorte e fazer um tiro que arpoe vários, deixando-os sobreporem-se ou atirando à sorte, chamam-se duplas, triplas e por aí fora.

Há diversas tácticas: se o peixe joga às escondidas e há diversos esconderijos interiores, bater por fora ou iluminar uma zona e ir do outro lado tentar a sorte, esperando assim tocá-los a nosso gosto; meter um pé numa abertura e atirar por outra; colocar diversas armas ou objectos a impedir a saída e atirar à vez em cada abertura, enfim, nesta guerra vale tudo!

Há quem recomende vivamente o não esvaziar de um bom buraco deixando alguns peixes para que atraiam outros e se possa repetir a caçada.

Todavia lembro que o peixe tem de facto memória e comportamento adquirido, sendo cada vez mais difícil mantê-lo entocado, sobretudo nos locais mais caçados, por ele acaba por fugir depois de arpoado e até por vezes antes de tal, apenas ao assomarmos o buraco.

Assim, pergunto se não será melhor esvaziar a toca para que não havendo sobreviventes não haja aquisição de comportamento defensivo?
Parece-me radical, e também nada benéfico, pelo que sugiro que se mate o peixe entocado, deixando ficar o que se refugie nas fendas e locais e locais mais recônditos, criando-lhe uma ilusão de segurança que não o faça perder o sentido de se esconder em buracos e deste modo mantenha o comportamento e, a nós a possibilidade de continuar a caçar ao buraco.

A posição de tiro nesta caça pode não ser a vulgar, ocorre frequentemente que o buraco é curto e também pela necessidade de enfiar a arma aos poucos, à medida que assomamos a cabeça, tenhamos que recuar muito o braço. Por isso é costume virar o punho ao contrário e apoiando os dedos na parte contrária deste, enfiar o polegar no espaço do gatilho, atirando assim, o que pede apenas alguma prática. Aliás na caça ao buraco usam-se todas as posições de tiro, variando dedos e mãos de acordo com a necessidade e capacidade de improvisação.

Em relação ás armas:
Para a escolha da arma devem ter em conta o tipo de buracos, se são compridos e de fácil acesso (90 a 110 cm), se são curtos ou de difícil acesso (50 a 75 cm). Pessoalmente prefiro caçar com as armas ditas júnior de 75 cm, com arpão de 110 ou 115 cm e elásticos de látex virgem para os buracos compridos, permitindo tiros longos, progressivos e certeiros; ou a mesma arma com arpão de 90 a 110 cm e elásticos tipo dinamite (vermelhos ou pretos, rijos), prevendo tiros curtos e portanto necessitando de maior velocidade inicial.

No primeiro caso o nylon de pesca monofilamento por permitir velocidade, no segundo é preferivel o clássico trançado e bem forte porque:
- A menor velocidade desde, num tiro curto, é irrelevante.
- Não se corta tanto em contacto com as pedras.
- Permite melhor ponto de apoio para se puxar com as mãos.
- Melhor de cortar, com a faca, se necessário.
Quando os tiros são quase encostados, devemos ser rápidos a sacar o peixe, evitando que este fuja, enrole tudo, espante os outros e nos faça perder tempo, deve encurtar-se o fio, puxando-o todo e dando um nó junto ao buraco da cabeça da arma, ficando só um comprimento.

Para grandes peças, entocadas ou em destroços, pode usar-se mesmo, cabo de aço inoxidável, muito maleável e resistente. Não esquecer que os contratempos maiores são exactamente o partir do fio por fricção, o peixe enrolar o fio dentro do buraco e, sobretudo ficar o arpão preso lá dentro.

Se lhe chegamos, ou podemos enfiar nele a arma, para com jeito e força, rodar e puxar... apesar de ser uma barbaridade para a arma... mas pode estar em local inacessível e termos de o abandonar, se não tivermos um saca-arpões, peça que recomendo vivamente como a um gancho-saca-peixes ou bicheiro (graveto nos Açores), que pode poupar muitos esforços e arpões tortos nesta caça.

A Baby, é uma arma de carisma especial, contudo muita gente associa-a a uma arma sem força, para uns buracos pequenos ou para lagostas e polvos. Porém, frequentemente, é ela que fecha com chave de ouro um buraco em que o último sargo, de "dentes amarelos" que sai da toca, é o de maior porte.

Como medida padrão, temos as Baby's de elásticos com 50 cm e 60 cm, e as de pressão com 40 cm e 55 cm. Nas de elástico, podemos realizar algum tipo de alterações.
Os arpões não se devem prolongar muito à cabeça da arma, como no caso da júnior, standard, etc..., isto porque o tamanho útil da arma vai aumentar (comprimento do punho à ponta do arpão). Neste caso a ponteira do arpão deve terminar a mais ou menos 18 cm da cabeça da arma. Isto vai sem dúvida dificultar o "apontar" da arma ao peixe, mas vai ter uma maior capacidade de manobra dentro do buraco.
Outro factor importante, é a força. Uns elásticos possantes com características mais duras permitem tiros rápidos com maior perfuração. Se aumentar o diâmetro dos elásticos, o arpão a utilizar deve ser 6,5 mm.

Uma ogiva com hastes mais curtas aumenta naturalmente a força.

O arpão deve ter a distância entre o bico e a barbela mais reduzida, em relação a um arpão de água livre. Este deverá rondar os 3,5 cm ou 4 cm. A ponta do arpão será preferencialmente afiada em "obus".

O fio a utilizar deverá ser de monofilamento 180/100 ou multiplamente de 2,5 mm. Um fio de cor visível é importante. Por esta ser uma arma exclusiva para o buraco em que muitas vezes o arpão fica retido dentro deste, por razões de segurança, é uma mais valia ter sempre presente a posição do fio.

A esta arma poder-se-á também adaptar um tridente ou um pentadente.

No que diz respeito às medidas de 50 cm ou de 60 cm; a arma de 60 cm para uso corrente como buraqueira, com uma eficaz capacidade de manobra dentro do buraco e uma força considerável.
À arma de 50 cm falta por vezes perfuração num tiro um pouco mais longo dentro dos limites práticos para armas deste género.

Os cuidados a ter como em qualquer arma, prendem-se com o estado do fio, que deverá ser factor de constante revisão, visto ser a arma que mais desgaste terá neste ponto, resultado dos puxões e fricção nas pedras.

A ponta do arpão, devido ao "peixe-rocha", também terá que se manter bem afiada, numa arma em que a força é sempre mais modesta do que em comparação com as suas congéneres de maiores dimensões, o efeito perfurante deve estar sempre facilitado.

A aplicação de um carreto numa Baby em condições de água turva, ou em situações em que a imediata recuperação da arma não é certa, é sempre aconselhável.
Se a arma não tiver um punho de cor visível deve-se aplicar-lhe fita isoladora de cor viva a fim de tornar facilmente perceptível da superfície se o arpão ficar preso no buraco.
Uma Baby deve constar do arsenal de todo o caçador submarino, principalmente se este é um apaixonado pela caça ao buraco.

O tempo que se perde a posicionar uma arma de maiores dimensões, com os consequentes embates do tubo e arpão nas paredes do buraco, não só assustam o peixe com também permitem que este se arrume em posições mais difíceis de capturar.

É claro que existem buracos para todos os tamanhos de armas, mas normalmente, a Baby é sem dúvida a chave certa para um bom rendimento.

Fontes: submerso.net

Competição

CAÇA SUBMARINA - Márcio Cardoso e Élvio Santana são os primeiros Campeões Regionais

I Campeonato da Madeira de Caça Submarina

Márcio Cardoso e Élvio Santana são os primeiros campeões regionais de caça submarina.

O campeonato da modalidade foi organizado pelo Clube Naval do Funchal no último dia 2 de Outubro no mar da Ponta do Pargo e da Fajã dos Padres.

A prova foi disputada em duas jornadas e contou com 20 inscritos.

Cláudio Vieira e Daniel Jardim do CNF, apesar de terem capturado o maior exemplar - uma tainha com 1870 gramas - tiveram de se contentar com a segunda posição, levando para casa o Troféu João Borges, numa evocação a um desportista notável, que foi um dos sócios fundadores do Clube Naval do Funchal. João Silva/Duarte Vieira foram os terceiros classificados.

Os pescadores que optaram por fazer uma caça ao buraco capturaram algumas tainhas de bom porte e alguns sargos. Aqueles que optaram pelas emboscadas (caça à espera) tiveram pouca sorte pois o peixe esquivava-se.

O mar da Fajã dos Padres permitiu uma safra melhor (38 Kg) do que aquela obtida na Ponta do Pargo (32 kg), tendo sido o bodião (29 kg) a espécie mais capturada, seguido da tainha (14 kg) e do sargo comum (10 kg).

Após a pesagem do peixe seguiu-se a entrega de prémios, que se realizou durante o jantar convívio que decorreu na sede social da nossa colectividade situada na Quinta Calaça.

A cerimónia contou com a presença da presidente do Clube Naval, Mafalda Freitas, bem como do representante da FPAS, Pedro Gomes, e da responsável pelo Departamento de Actividades Subaquáticas do CNF Paula Menezes.

Fonte: CNF ( 06-10-2010 )

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Diplomas que regulamentam a prática da Caça Submarina na R.A.M.




domingo, 9 de janeiro de 2011

História da Caça Submarina

Quando é que o homem começou a mergulhar sob as águas do mar?
Desde os tempos pré-históricos sabemos que os povos faziam da colheita de moluscos e crustáceos parte de sua dieta habitual.

Primeiro capturavam os exemplares que a maré baixa deixava a descoberto e, gradualmente, foram descobrindo que abaixo da superfície, havia um promissor mundo.

A necessidade seria superar o medo e começar a exploração submarina.
Logo descobriram que, para além do alimento poderiam ter um sustento vendendo produtos que foram tirados: pérolas, nacre, esponjas, corante, etc.
Primeiro cegos com os seus olhos com água, com a sua flutuabilidade positiva, e com curto espaço de tempo submerso, iam tentando descer a profundidades para capturar algo do fundo.

O sucesso levaria a subsequente descobertas: um rudimentar óculo de concha, um pêndulo de pedra que lhe permitiu descer mais fundo e os ensinamentos de pai para filho para melhorar as apnéias.

Em 1933 Corlieu fabricou as primeiras barbatanas de borracha .
Em 1956 chega o neoprene trazido dos EUA pela Beuchat.
A partir do início de 1960 foram sendo aperfeiçoados as espingardas de borracha e ar comprimido.


Em 1946, foi fundado a APS (Associação de Pesca Submarina) de Barcelona, o clube mais antigo do mundo dedicado à Caça Submarina.
Em 1950 foi organizado o primeiro campeonato da modalidade em Tânger.
Em 1951 foi regulamentada a pesca com natação.
Em 1960 é regulamentada novamente.
Em 1967 é fundada a FEDAS (Federação Espanhola de atividades submarinas).

Nos anos 70 acontece uma grande confusão quando misturaram todos os tipos de conceitos: pesca com escafandro,com explosivos, as grandes capturas.
De 75 a 81 são suspensos todos os campeonatos internacionais.
Em 1983, é publicada por ordem do CMAS, O Livro branco sobre pesca sub que colocaria tudo no lugar, deixando bem claro a exclusiva consideração desportiva.
A alta estima sentida pelos ocidentais em desporto, a simbiose entre homens e mar, a disponibilidade de horas de lazer, voltar a navegar, a cultura tradicional do mar Mediterrâneo, em grande parte perdido desde a Idade Média, fizeram com que os nativos desenvolvessem a Caça Submarina.

Franceses, italianos e espanhóis são os maiores praticantes deste belo desporto.
Os grandes avanços que o material submarino teve facilitou o desporto profissional.
Assim apareceram os grandes e lendários caçadores submarinos, incluindo os espanhóis José Noguera e Juan Gomis, o francês e italiano Escaplez Mazzarri e mais tarde apareceram os espanhóis Amengual, Carbonell, March e Vinha que são hoje considerados por muitos a elite do mundo de pesca submarina, e muitos que com eles formam um grupo desportivo difícil de vencer.

Hoje em dia são milhares os pescadores submarinos espalhados pelo mundo.
Ao seu redor foi criado uma próspera indústria que oferece seus recursos humanos para tornar o ser humano uma criatura marinha como os golfinhos, capazes de escapar do mundo e entrar na vida marinha.


Da fria e da escuridão das profundidades, imponderável e flexível em direcção à superfície, sentindo o seu batimento cardíaco na pequena imensidão do mar, à beira do limite respiratório, em violação de todas as regras de sua evolução natural em animais terrestres, o Caçador Submarino sobe com o que captura com o treino e a coragem permitiram-lhe atingir.


O sucesso da sua acção significa que depois de inspirar o ar na superfície, na direção da profundidade, dobra a cintura e levanta as duas pernas, a partir da imersão, vai ao fundo movimentando as barbatanas e encontra um buraco, liga a lanterna , descobre os peixes, mira e dispara; captura as presas para que não se rasguem, garante que o arpão, a linha e a arma não se prendem e lentamente sobe para a superficie.

Tudo isto em um ou dois minutos e em profundidades até 45 metros.
De todos os desportos destinados a capturar um peixe, a Caça Submarina é a mais seletiva. Todos os outros desportos são cegos, indiscriminadamente.
Também é limitada no espaço e no tempo: você só pode práticar Caça Submarina em determinados locais e quando as condições meteorológicas e o estado do mar o permitirem.

Existe uma série de espécies que podem ser capturadas na prática da Caça Submarina, como por exemplo o sargo, a corvina, o badejo, o robalo, a bicuda, a salema, a dourada, o pargo, o xaruteiro, a cavala da india, a tainha, o congro, etc, etc.

As capturas são limitadas pela profundidade e a mais de 20 metros são poucos os atletas que podem capturar alguns peixes.

Segue-se que o impacto limitado deste desporto na população de peixes:

Basta deixar uma determinada zona "muito batida" sem pratica desta actividade por um tempo limitado para a mesma voltar a ser repovoada rapidamente.

Uma vez foi dito que a pesca tinha acabado com a espécie, em várias partes do Mediterrâneo e do Atlântico, até a 93, 94, 95.

Poderia verificar uma multiplicação de peixes por todos esses mares.
A Espanha foi sempre a elite mundial deste desporto. Os Noguera, Gomis, Amengual, Carbonell, Vinha, March ... têm conseguido para a Espanha todos os tipos de prêmios internacionais.

O amor pela Caça Submarina tem crescido o número de praticantes significativamente nos últimos anos.

Na tentativa de imitar os actos de veteranos num curto espaço de tempo, são realizadas imersões a grandes profundidades que foram fruto de muitos anos de treino e experiência. Ninguém está consciente de que este desporto é de alto risco e deve ser implementado perfeito conhecimento.
A Federação Espanhola de atividades submarinas (FED), através de sua sua rede de clubes e entidades federadas, dá direito a todos aqueles dispostos a olhar para o abismo do desconhecido, áqueles que pretendam flutuar nas profundezas, que tentam fugir do mundo seco e querem sentir como a água flui entre os os dedos das suas mãos e pernas, através de algumas horas no fundo do mar.
No Brasil , as primeiras atividades de mergulhos registradas foram sem dúvida as dos indígenas, notadamente ao longo do litoral principalmente nas regiões onde a maré represa algumas espécies de peixes.

Diversos escritores e cronistas como Hans Staden, José de Anchietta e outros, descrevem os silvícolas como exímios mergulhadores "que nadam sob o mar com os olhos muito abertos".

Os indícios mais evidentes da atividade subaquática dos indígenas foram os "sambaquis"que são diversos tipos de conchas coletadas através do mergulho.

A destreza desses indígenas no combate aquático fica evidenciada em diversas narrativas como a do assalto a naus francesas no Cabo Frio, onde o governador Salvador Correa de Sá foi salvo 3 vezes pelos Tupiminós que "na água são como peixes".
Em 1946, o francês Cemana, chegou ao Rio de janeiro com os primeiros equipamentos individuais de mergulho e armas de caça submarina.

Cemana instruiu atletas do clube Marimbás do Rio e no costão do Leme, fizeram a primeira caçada submarina do Brasil.
O primeiro campeonato de Caça Submarina foi em Angra dos Reis e aconteceu em 1952, organizado por Bruno Hermany.

Em 1953 foi fundada a Associação brasileira de Caça Submarina que passou a organizar campeonatos.
Em março de 1959, ocorreu o primeiro Torneio Internacional de Caça Submarina.
O Torneio foi realizado entre a baía de Guaratiba e a ponta de Trindade incluindo toda baía de Angra dos Reis.

Participaram no evento: Itália, Portugal, Argentina e França.

O Brasil participou com três equipas e venceu o primeiro e segundo lugar.

Naquela época a confederação brasileira era comandada por João Havelange que deu grande incentivo ao desporto o que permitiu aos atletas brasileiros participarem em competições internacionais.
Nos dias de hoje, o Brasil tem duas confederações de pesca subaquática, a Confederação brasileira de desportos subaquáticos (CBPDS) filiada a CMAS e a confederação brasileira de caça submarina (CBCS) que organizam campeonatos periodicamente .


FONTE: Guarapas Caça Sub ( www.guarapas.com.br )

domingo, 2 de janeiro de 2011

Apresentação

Caro leitor,

Ao visitar alguns blogs na net, deparei-me com esta questão: Afinal, qual é o objectivo de se ter um blog?
Na verdade, existem blogs que servem apenas como simples diários on-line onde as pessoas “postam” aquelas coisas que fazem parte do seu dia-a-dia ou simplesmente coisas que acharam piada na internet.
Existem blogs muito interessantes onde nos podemos actualizar com as notícias e informações que são “postadas” e que, de certo modo, também são um precioso auxilio na realização de trabalhos.
Espero fazer deste blog, um blog igualmente interessante e, por isso vou dedicá-lo, em exclusivo, ao meu desporto de eleição: A Caça Submarina.
Irei colocar neste espaço toda a informação que conseguir reunir e que esteja relacionada com a prática desta modalidade e, na medida do possível, colocarei também alguma informação relacionada com as actividades subaquáticas.
É o inicio de um blog que, certamente vai ter sucesso junto daqueles que, tal como eu, se dedicam á prática deste desporto maravilhoso.
Para finalizar, deixo um apelo à participação de todos, através dos comentários nos “posts” e também para quem quiser abordar um determinado assunto relacionado com a prática da Caça Submarina, o favor de o enviar por email, se tal for considerado de interesse. Estou ao vosso dispor em jotasub@gmail.com.
Espero que gostem.
Joaquim silva