sábado, 31 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE ANO NOVO

O ano de 2011 chegou ao fim e 2012 já está à espreita.

No que à caça submarina diz respeito e, na minha modesta opinião, o ano de 2011 foi dos piores anos para a prática deste nosso desporto de eleição, por diversos factores , designadamente de ordem natural mas, a própria crise económica que o país atravessa também , directa ou indirectamente, contribuiu para tal.

Quantos fins de semana não pudemos ir ao mar pelo facto das águas estarem turvas em todo o lado?

O próprio  preço dos combustíveis que também não pára de aumentar todas as semanas, no meu entender, este foi um factor que condicionou, e de que maneira, a prática da caça submarina.

Quem não preferia caçar num qualquer spot do norte da ilha onde, supostamente, o peixe abunda em maior número e, devido a este factor económico que acabei de enunciar, para matar o bicho, a costa sul da ilha foi a segunda opção?

Quem não gostava de poder ter usado durante a época um novo equipamento igual ao do camarada “X” ou “Y” mas, por razões de ordem financeira, a situação não se proporcionou?

… enfim!

Pessoalmente, desejo que o novo ano de 2012 nos traga, acima de tudo, saúde e, já agora, nos dê a possibilidade de concretização dos nossos desejos ou, pelo menos parte deles.

Um dos meus desejos para o novo ano de 2012, tem a ver com uma possível alteração à Lei, designadamente o Decreto Legislativo Regional 11/95/M que regula o exercício da caça submarina na Região Autónoma da Madeira.

Na minha opinião, o artº 6º,  nº 2 daquele normativo, no que se refere à regulamentação do diploma e limites de caça (5 peixes/homem/dia) está completamente desenquadrado daquilo que é considerado razoável para a Região Autónoma da Madeira.

Por exemplo, não tem lógica absolutamente nenhuma, o facto de um caçador submarino residente no Funchal e que queira ir fazer uma jornada de caça para o norte, ter de atravessar a Ilha da Madeira, gastar uma “pipa de massa” em combustível apenas para poder capturar 5 peixes!!

No mínimo, é injusto, relativamente à legislação em vigor para Portugal Continental e para a Região Autónoma dos Açores!!

Porque não, 10 peixes/homem/dia, pergunto eu?

  • Será que os prevaricadores continuavam a desafiar a Lei?
  • Será que não haveria uma maior selectividade das espécies a capturar?

Logicamente que sim!

Quer queiramos quer não, a limitação de 5 peixes/homem/dia,  é um factor que condiciona, e de que maneira, a acção do caçador submarino, no que se refere às espécies a capturar, pelo facto da pressão a que o caçador submarino fica sujeito na altura da decisão, por exemplo quando surge a possibilidade de tiro num exemplar que, supostamente “anda a rasar o limite de medida”.

No meu entender, faria todo o sentido o legislador aumentar também como forma de complemento aos 10 peixes/homem/dia, a alteração das medidas mínimas das espécies a capturar, o que evitaria a captura dos peixinhos denominados por “porta chaves”, facilitando assim a reprodução das espécies.

Enfim, um dia destes, com mais calma, vou abordar mais em pormenor este tema que é de extrema importância para todos nós que temos esta paixão em comum – a caça submarina.

Resta-me desejar a todos os leitores do blogue,

Posted by: jotasub

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O ENGODO

… tens mais sorte que juízo!!! “ disse-me o João naquele dia na Atalaia em que eu dei com o ferro por duas vezes no mesmo bodião  mas, na realidade, o João também costuma ser bafejado pela sorte e, de que maneira!

Duas ou três semanas depois daquele episódio, eu e o João combinámos ir fazer uma jornada de caça submarina nas águas do Porto da Cruz.

Como de costume, acordámos  bem cedo e lá fomos nós com a esperança  de que o dia nos pudesse proporcionar uma bela jornada, o que veio a acontecer.

Chegámos ao cais do Porto da Cruz e mesmo antes de nos começarmos a equipar, o João dá-lhe a vontade de “ cagar “ e, sem rodeios, agacha-se em cima do paredão do cais com o “ cu “ virado para a água, mesmo ao canto do cais e, num só disparo, alivia toda a carga para dentro de água.

Bem, o que se seguiu foi o ritual do costume.

Equipámos,  entrámos na água pela rampa do cais e, de seguida, fomos à nossa vida.

A jornada estava a correr muito bem aos dois e, quando já tínhamos “ a nossa conta “, decidimos voltar para terra.

Eu vinha à frente e o João um pouco afastado, mais atrás.

Entretanto, ao chegar ao cais, eu decido subir logo pela rampa e tiro as barbatanas dos pés e os óculos da cara.

Entretanto o João como vinha mais atrás, passa à frente do cais e decide sair pelas escadas que ficam logo a seguir.

De repente, o João grita: “ … está ali um grande badejo “

Assim que ouvi o João, coloquei logo os óculos na cara e as barbatanas nos pés e joguei-me para dentro de água com a arma na mão.

Assim  que virei a rampa, apenas vejo o João a subir no canto do cais onde ele tinha “ aliviado a carga “.

Mergulho a cabeça na água e qual não é o meu espanto quando vejo que o João tem o badejo arpoado.

Ganda bichooo!!!

Acusou 9,8 quilos na balança.

Saímos os dois da água e aquilo é que foi rir com a cena!!!

Ainda lhe disse: “ … disseste no outro dia que eu é que tinha sorte … e tu? o que chamas a isto????

Respondeu-me o João: “ … a isto chamo ENGODO, do bom!!!!

Posted by: jota sub