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quinta-feira, 5 de abril de 2012

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Posted by: jotasub


domingo, 25 de março de 2012

O BOLO

Hoje, para variar, vou traçar uma pequena simbiose entre a  mitologia grega, a gastronomia artística e a caça submarina.

Ora, quando se fala em gastronomia artística, é evidente que se está a falar de bolos e doces diversos que são produzidos  artisticamente, com muita criatividade e paixão.

De todos aqueles, tal como eu, que nutrem uma enorme paixão pela prática da caça submarina, quem é que naquele dia especial não gostaria de receber um bolo de aniversário alusivo ao seu desporto de eleição – A Caça Submarina?

Cake - Spear Fishing 02

Na verdade, uma obra de arte destas até faz lembrar os tempos de juventude que, de ano para ano, vão ficando cada vez mais longínquos.

Cake - Spear Fishing 06

Pois é, mas voltando um pouco atrás, dizem os catedráticos na matéria que o bolo de aniversário não era mais do que uma homenagem à deusa grega Ártemis, deusa da caça.

Segundo consta,  mesmo sendo a deusa da caça era também a protectora dos animais silvestres, pelo facto de andar sempre acompanhada por eles.
Ártemis usava um arco que, além de representar o símbolo da caça também faz referência a uma fase da lua.

O bolo redondo era uma forma de representar a lua e as velas a luz que ela proporciona.

O bolo de aniversário da altura, não era muito parecido com o bolo de aniversário de hoje, pelo facto de ser uma simples mistura de massa de pão e mel.

Naquela altura, o bolo de aniversário era levado ao templo da deusa em Éfeso, um templo que, aliás, é uma das oito maravilhas da antiguidade.

Depois de algum tempo, o bolo começou a ser usado na comemoração do aniversário das pessoas que, no fundo não era mais do que uma oferenda ao deus que protegiam as pessoas e também um modo de agradecer por mais um ano de vida.

Nos dias de hoje, o bolo de aniversário é visto como uma forma de união social e familiar.

Como não poderia deixar de ser, aqui fica um bolo de aniversário alusivo à marca que, para mim é e será sempre uma referência de peso para a modalidade. 

bolo1

Posted by: jotasub

sexta-feira, 2 de março de 2012

Um pioneiro na caça submarina

Um Italiano, de nome Luigi Miraglia, juntamente com mais três japoneses, na cidade de Nápoles, no ano de 1932, armados apenas com óculos e uma longa vara de bambu com um ferro bem afiado na ponta, faziam-se ao mar com a intenção de capturar peixe.

Miraglia foi acompanhado durante três temporadas pelos três japoneses ao longo da costa de Itália  e aprendeu com eles o novo método de caça submarina. Ao fim de três anos, Miraglia escreveu um relatório completo da sua experiência, que pode agora ser visto no livro editado pela Editoriale Olimpia.

O relatório apresenta um número de observações directas de Miraglia no habitat, a distribuição e comportamento dos peixes, além da descrição detalhada da técnica de pesca utilizada pelos japoneses.

Fonte: http://www.edolimpia.it/libro.php?codice=5200501

Posted by: jotasub

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Poesia

Ó mar salgado, quanto do teu sal

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu

Fernando Pessoa

Posted by: jotasub

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Para descontrair

Na verdade, tem dias que é assim ….

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Posted by: jotasub

sábado, 17 de setembro de 2011

Cultura

O LÉXICO DO CAÇADOR SUBMARINO

Agachon – Espera ao Peixe.
Água Aberta – Condições de água limpa.
Água Livre – Zona de meia água (entre o fundo e a superfície).
Água com suspensão – Água turva por resíduos de algas, areia levantada e outros detritos .
Água como Vidro – Condições excepcionais de água limpa (mais de 15 metros).
Agueiro – Zona de remoinho, geralmente atrás de uma rocha que o mar envolve com a ondulação.
Apagar-se – Referente a um caçador vítima de uma síncope, mais ou menos grave
Apagador – Cérebro do peixe
Apagar o peixe – Tiro mortal. Pode considerar-se, por vezes, uma imobilização ao nível da espinha como um tiro a apagar.
Apneia – Interrupção voluntária e temporária do ciclo respiratório.
Argola – Porta peixes com forma redonda, constituído por uma haste circular com fecho no topo.
Baixas – Pedras ou cabeços de pedra elevadas em relação ao fundo que podem ou não aflorar à superfície.
Baby – Arma de 50 ou 60 cm.
Boca Grande – Serve para designar tubarões.
Bolha – Caçador submarino pouco experiente.
Bola de Peixe – Mesmo que nuvem de peixe.
Borrachas – Elásticos para arma.
Borracheiro – Nome vulgarmente dado às embarcações pneumáticas.
Compensação – Acto de equilibrar as pressões ao nível dos ouvidos .
Caçar na alga – Caçar no meio das laminárias.
Caça no buraco – Consiste em procurar peixe dentro das tocas e refúgios.
Caça na descida – Caça-se o peixe caindo sobre ele.
Caça à espera – Acto de aguardar no fundo a aproximação do peixe.
Caça na Espuma – Procurar peixe na zona da rebentação, junto à costa ou peões.
Caça à índio – Técnica que tem como fim a aproximação ao peixe, evoluindo pelo fundo e utilizando os relevos para dissimular.
Cabeçudos – Robalos de porte, também conhecidos por focinhudos.
Caça no azul – Caçar em alto mar ou mar aberto, em que a profundidade não é referência para ser alcançada pelo caçador. Por vezes pode ser ponto de passagem ou concentração de peixes de grande porte, estando o fundo a 70 ou mais metros, como pode entrar-se na água no meio de um cardume de isca com o fundo a 1000 metros ou mais.
Caçar a norte – Caçar a norte dos cabos.
Castanho – Nome também dado ao Mero.
Cota de Equilíbrio – Linha imaginária compreendida entre o fundo e a superfície. Zona de peso neutro.
Coulée – Caça na descida
Rabinho de rolha – O mesmo que bolha.
Dupla – Dois caçadores que caçam em equipa para a mesma pontuação.
Entrada de peixe – Refere-se a uma arribação de peixe ou a uma maior concentração destes numa determinada zona.
Enfião (Fieira) – Espigão de aço inoxidável para prender o peixe capturado.
Enchio – Mar com ondulação que sobe as pedras mas que deixa caçar. Geralmente aplica-se a uma zona de pedra mais alta em que o mar não quebra mas provoca agitação, pelo seu efeito de enchimento local.
Entocar – Peixe que se abriga dentro de um buraco.
Entulho – Amontoado de pedras que abrem cavidades onde o peixe se pode refugiar.
Fiar água – Peixe que nada contra a corrente, anulando a sua velocidade e mantendo a sua posição em relação ao fundo.
Filão de pedra – Refere-se a uma crista de pedra que entra pelo mar, ou que se prolonga debaixo de água.
Foco – Lanterna.
Foujo – Abertura na rocha onde existe ligação da zona subaquática com a aérea. O mar entra por baixo, provocando um sopro forte ou borrifo de água.
Força de Fundo – Condições em que o mar, apesar de não apresentar ondulação forte, no fundo existe sempre uma força de arrasto. Estas condições dão-se geralmente com ondulação de oeste mas pode ter sempre a mesma implicação com outras direcções de mar.
Frincha – Racha na pedra que pode abrigar peixe
Furna – Gruta ou caverna debaixo de água ou que apanhe os dois meios.
H – Enrolador do cabo da bóia
Hiperventilação – Ciclo mais ou menos prolongado dos movimentos inspiratórios/expiratórios, profundos, rápidos e forçados (técnica desaconselhada).
Isca – Nome dado a cardumes de pequenos peixes que, no caso da caça submarina, são indicadores de possíveis predadores e, consequentemente, boas presas.
Júnior – Armas de 75 cm.
Kitar – Acto de modificar ou preparar o equipamento com truques caseiros.
Laminária – Alga castanha de grandes dimensões.
Lastro – O cinto de chumbos, ou pesos isolados.
Lajeado – Fundo com pedras em forma de laje.
Leitura de fundo – Saber interpretar os indícios que o fundo nos dá.
Levadia – Designa uma ondulação geralmente sem vento que sobe bastante pelas rochas e deixa um grande fosso no seu refluxo. Também pode ser o nome das marés vivas.
Lupara – Ponta explosiva para o arpão.
Luxo – Arma de 100cm.
Mar cair – O mar amansar, ou amainar, o estado do mar acalmar.
Mar chão – É um mar que não mexe, sem ondulação e podendo ter apenas uma leve brisa ou aragem que lhe dá um ar vivo.
Mar com fola – O mesmo que enchio.
Mar com toque – Estado do mar que está entre o bom e o mau para caçar. O toque refere-se à ondulação
Mar com teias – Mar que apresenta linhas de espuma á superfície.
Mar de azeite ou óleo – O mesmo que mar chão mas que pela ausência total de vento, dá a aparência de ter uma superfície de óleo.
Mar de patas – O mesmo que mar chão, tem o aspecto de ter escamas á superfície.
Mar de roda – Ondulação com grau suficiente para embater na parte exposta de um cabo, dobrando-o e, por conseguinte, estragando a zona supostamente abrigada.
Mar subir ou crescer – Mar a piorar.
Malagueiro – Mar de vaga moderada, começando a formar ondas maiores ou mar grosso já instalado com cristas brancas em todas as direcções.
Malhoca – Mar de vento que provoca uma leve ondulação desordenada e curta, cujas cristas apresentam espuma e começam a rebentar.
Matacões – Pedras de grandes dimensões.
Medidas dos elásticos – O comprimento é sempre medido entre as roscas. Os diâmetros variam nas seguintes medidas: 13mm, 16mm, 17mm, 18mm, 20mm e 22mm.
Monofilamento para arma – Fio de nylon monofilar que pode ter várias cores e variar nas espessuras desde 1,4mm até 1,8mm como é mais habitual. Pode chegar aos 2mm e mais, mas na caça específica de peixes de grande porte.
Megaton – Nome que caiu em uso para designar os elásticos de 20mm. É um termo empregue mesmo quando se fala de elásticos de outras marcas.
(Ao) Monte – Caracteriza uma situação de abundância.
Morcego – Nome dado a um caçador nocturno.
Nuvem de Peixe – Cardume muito numeroso.
Parcel – O mesmo que baixa (termo muito utilizado no Brasil).
Peso Adicional – Peso ou chumbo auxiliar para lastrar o caçador submarino em conformidade com as profundidades em que actua, seja para caçar na espuma ou para caçar fundo, as cotas de equilíbrio fazem-se variar com o(s) peso(s) adicional(is).
Petroleiro – Tainha grande.
Pelágicos – Nome habitual para os peixes de meia-água, são os que vivem no seio das massas de água
Pêndulo – Técnica de caça à espera, suspenso por um cabo ligado a uma bóia ou corpo flutuante, utiliza-se em fundos não acessíveis, fazendo com que o peixe seja atraído pela presença do caçador Pica-Peixe – nome dado ao caçador submarino.
Pica-tainhas – Designação para principiante.
Poalho – Designação para a suspensão de detritos dentro de um buraco, emprega-se o termo quando o peixe se debate na toca e levanta poalho.
Poita para bóia – Peso ou outro acessório ligado ao cabo da bóia, com o fim de fixar esta ao fundo.
Pontos quentes – Locais ou zonas de grande interesse para caçar. Pode ser referente a baixas ou pedras onde, geralmente, abunda o peixe. Estes pontos fixam peixe quer por motivos de alimentação, quer pela própria morfologia do fundo. São quentes, pela emoção das capturas que proporcionam.
Ponta australiana – Pentadente em forma de vassoura.
Ponta taitiana – Ponta simples com uma barbela, sem rosca.
Pé de galo ou tetráplo – Estruturas em betão com forma de quatro pontas que constituem os molhes ou pontões quebra mar.
Prancha de caça – Prancha kitada, especialmente para ser utilizada na caça submarina.
Ragueur – Arma destinada para o buraco.
Rapas – Caçadores de tudo o que tem na vida. Rapa-fundos.
Sair da pedra – Caçada iniciada pelas rochas ou praia, sem auxílio de barco.
Sargo de dentes amarelos – Sargo de bom porte.
Solapa – O mesmo que laje.
Sputnick – Lastro adicional de chumbo, geralmente entre 2 e 4 Kg de peso, utilizado para mergulhos fundos, fazendo variar a cota de equilíbrio.
Sentido de mar – Pode querer dizer que se tem conhecimento no que diz respeito às alterações do estado do mar, ou é referente à capacidade de saber onde procurar peixe nas diversas condições do mar, marés, hora do dia, época do ano, tipo de costa, etc..
Standard – Arma de 90cm.
Super Luxo – Arma de 110cm.
Trail line – Cabo que liga o arpão directamente a uma bóia.
Viagem à Nossa Srª da Asneira – Idas à caça submarina em que se depara com o mar mau, sem condições para caçar, ou caçadas sem resultados.

Fontes: Mundo Submerso

Posted by: jotasub

domingo, 11 de setembro de 2011

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

             MERO VERSUS BADEJO

Aqui ficam três diferenças entre estas duas maravilhosas espécies.

Na cabeça, o BADEJO pode destacar-se do MERO pelo prolongamento do maxilar inferior, o que lhe dá uma forma mais alongada.

Visto de cima, o BADEJO tem um formato mais fino, contrariamente ao MERO  que é mais robusto.

Por fim, ao contrário do MERO, que possui uma barbatana caudal convexa, o BADEJO possui uma barbatana caudal côncava.

MERO (Epinephelus marginatus)

BADEJO (Acanthistius brasilianus; Alphestes afer; Epinephelus adscensionis; Merlangius merlangus; Mycteroperca bonaci; Mycteroperca fusca; Mycteroperca interstitialis; Mycteroperca rubra; Mycteroperca tigris; Mycteroperca venenosa; Pollachius virens; Rypticus saponaceus)

Posted by: jotasub

sábado, 13 de agosto de 2011

Cultura

Não fossem os Xutos &vPontapés a minha banda proferida, aqui fica mais um belo tema para nos abrir o apetite para o fim de semana.

DÁ UM MERGULHO


Dá um mergulho no mar
Dá um mergulho sem olhar para trás
Dá um salto no ar
Só para veres do que és capaz
Arrisca mais uma vez
Nem que seja só por arriscar
Nunca se tem muito a perder
Dá um mergulho no mar
Há tantas coisas por fazer
E tantas por inventar
Dá um mergulho no mar
E tu vais ver
Tu vais jogar
Tu vais perder
Tu vais tentar
Mais uma vez
E tu vais ver
E tu vais rir
Tu vais ganhar
Tens pouco tempo para ser só teu
Não esperes nem deixes passar
Essa vontade que quer
Dar um mergulho no mar
Arrisca mais uma vez
Nem que seja só por arriscar
Nunca se tem muito a perder
Dá um mergulho no mar
Há tantas coisas por fazer
E tantas por inventar
Dá um mergulho no mar
E tu vais ver
Tu vais jogar
Tu vais perder
Tu vais tentar
Mais uma vez
Tu vais jogar
E tu vais ver
Tu vais gostar
Tu vais chorar
E tu vais rir
Dá um mergulho no mar
Há-de chegar o dia
Em que vais querer parar
Até chegar esse dia
Quero-te ver a saltar
E tu vais ver
Tu vais jogar
Tu vais perder
Tu vais tentar
Mais uma vez
Tu vais jogar
E tu vais ver
Tu vais gostar
Tu vais chorar
E tu vais rir
Dá um mergulho no mar

Posted by: jotasub

sábado, 11 de junho de 2011

Nutrição

Na prática de qualquer actividade desportiva, a alimentação tem como principal objetivo garantir energia para os músculos realizarem os exercícios e manter o açúcar do sangue para que o organismo possa continuar a realizar as suas funções. Além de ter a função de recuperar a energia e os líquidos perdidos durante a actividade. Portanto, o cuidado com a alimentação antes, durante e depois do exercício físico é essencial.

La alimentación en  los buceadores

Uma alimentação correcta é aquela que proporciona um bom estado de saúde ao atleta, que se traduz numa melhoria do seu rendimento desportivo e numa melhoria do seu estado de saúde a longo prazo.

A alimentação deve ser equilibrada, adequada e variada.

Tanto na na caça submarina como em qualquer outro desporto, o aumento das despesas de energia terá de ser sempre compensado com uma boa nutrição antes e depois da actividade física.

No caso particular da caça submarina, devido à constante interrupção de oxigênio por longos períodos de tempo, o que não acontece na maioria das outras modalidades, é muito importante valorizar todo o processo de produção de energia aeróbica e anaeróbica e, por isso, devemos estar bem nutridos.

Os alimentos a ingerir devem ser simples e de fácil digestão e, acima de tudo, equilibrados. Alguns alimentos a ter em consideração são os carboidratos como por exemplo as massas, o arroz branco e a batata. O Peixe também é recomendado, pois dá-nos o alimento e não é particularmente pesado.

A ingestão de açúcar, isoladamente ou em combinação, antes ou depois da jornada de caça submarina é uma das principais fontes de energia para o organismo.

A fruta também é uma fonte de carboidratos. Metade de uma banana antes e depois do mergulho é uma combinação perfeita.

Devem ser ingeridas cerca de 30 gramas de carboidratos após cada jornada de caça para restaurar alguma da dinâmica do músculo (indicativo de uma tigela de 30 gramas com 125 ml de leite de alimentos que contenham mais de 28 gramas de carboidrato e 2,5 gramas de gordura (atenção para os excessos)

Antes do mergulho é proibido o consumo de álcool porque desidrata o corpo, o que significa uma redução da eficácia, câimbras, desorientação, etc.

Pequeno almoço rico em cálcio, carboidratos e vitaminas:
- Uma tigela de cereais com leite desnatado;
- Um Iogurte;
- Fruta (Pera (muito nutritiva e digestiva), Banana (rica em beta-caroteno para evitar o envelhecimento celular) e Laranja (rica em Vitamina C) ou então (kiwi, morango e abacaxi (são considerados tónicos, pois fornecem ferro, ácido fólico e vitamina C);
- Uma colher de Mel;

Posted by: jotasub

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cultura

Os Xutos & Pontapés são uma banda de rock portuguesa formada em 1979. No final de 1978, os Zé Pedro, Kalú, Tim e Zé Leonel, formam os Xutos e Pontapés, dando o primeiro concerto a 13 de Janeiro de 1979, com Zé Leonel na voz, Tim no Baixo, Zé Pedro na guitarra e Kalú na bateria.

30 anos depois, os Xutos não pararam e continuam a ser a locomotiva rock’n’roll que arrasta multidões; gerações inteiras, pais e filhos, juntos a celebrar canções que já fazem parte da nossa história, da nossa vida.

Aqui fica mais uma bela canção dos Xutos, cuja letra tem um pouco a ver com o mar… a nossa paixão!!!

Marés doces, utopia
Sonhos e maré vazia
Caranguejo persistente
Fuça no lodo
E a gente
Passa apressada adiante

Só pensando na vazante
Que leva o barco prá foz
Ouve-se do cais uma voz
Perguntar se temos nós
A certeza de voltar
Porque com tanta destreza
Nos esquecemos sobre a mesa
Das cartas de marear ...
Tantas vezes, tantos dias
Por causa de temosia
Nós perdemos a vontade
De ouvir outra verdade
De deixar entrar o ar
Só pensando em acabar
Mesmo que fiquemos sós
Ouve-se do cais uma voz
Perguntar se temos nós
A certeza de voltar
Porque com tanta destreza
Nos esquecemos sobre a mesa
Das cartas de marear...

 

 

 

 

Posted by: jotasub

domingo, 8 de maio de 2011

A Caça Submarina tem-se vindo a desenvolver  desde os tempos pré-históricos. Embora as técnicas tenham mudado ao longo dos séculos, o princípio básico continua o mesmo.

Εικόνα

  1. Período Paleolítico

    • Durante o Periodo Paleolítico ou período pré-histórico, a Caça Submarina não era mais do que uma forma comum de caça. Segundo o historiador Russell Dale Guthrie em "A Natureza do Paleolítico Arte ", os arpões farpado estavam em uso generalizado há cerca de 15.000 anos atrás. Uma galeria de arte descoberta na Caverna Cosquer perto de Marselha no sul da França mostra uma ampla evidência de caça submarina antiga. As pinturas rupestres, datam de mais de 16 mil anos atrás, também elucidam imagens estampadas de arpões.

    Antigo Egipto

    • Os antigos egípcios usaram uma variedade de técnicas de pesca. Estes incluíram o método da compensação, a pesca de linha com um anzol e a caça submarina. Evidências de caça submarina egípcia pode ser encontrado em pinturas nas tumbas e ilustrações desenhadas no papel de papiro. Os egípcios usavam lanças de pesca de ambas as margens do rio e dos pequenos barcos de junco. Um bom exemplo da caça submarina antiga podem ser vistos numa pintura de parede no túmulo de Menna em Tebas. Pode-se ver claramente um caçador submarino em pé num pequeno barco com a sua lança pronto para atacar.

    Era Clássica

    • As referências à caça submarina podem ser encontradas ao longo da era clássica e os tempos bíblicos. Aproximadamente 150 anos antes de Cristo, o historiador grego Políbio escreveu a sua obra altamente detalhada, conhecida como "As Histórias". Políbio ilustra o uso de um arpão farpado para espetar o espadarte. Oppian de Corycus, outro cronista grego, escreveu sobre a pesca com lança e o tridente no seu trabalho "Halieulica". Muitas vezes confundida com as armas, as imagens de tridentes. A arte da caça submarina foi implementada tanto na mitologia grega como na romana. O deus do mar, conhecido como Poseidon ou Neptuno, é sempre visto segurando uma lança de três pontas do tridente.

    Os índios americanos

    • Os índios americanos têm praticado caça submarina para mais de 3.000 anos. Os peixes foram a principal fonte de carne para muitas tribos indígenas americanas e um suplemento alimentar vital durante todo o ano. Nos meses temperados, os pescadores iam para os rios e lagos em canoas para capturar as suas presas. No inverno, entretanto, quando a água se tornava congelada, os pescadores faziam pequenos buracos no gelo para atrair o peixe. Um peixe atraídos para o buraco seria rapidamente lanceado pelo pescador.

    Era Moderna

    • Hoje, a caça submarina tem se tornado um desporto popular, principalmente entre os freedivers. No entanto, muitos pescadores em todo o mundo ainda usam este método tradicional para fins de caça do dia-a-dia. Apesar de um aumento no uso de máscaras de mergulho, espingardas e barbatanas de natação, muitos australianos indígenas ainda pescam com água até à cintura, usando métodos tradicionais. A tribo amazônica da América do Sul, entretanto, ainda usa a caça submarina como um de seus principais métodos de pesca. lanças de pesca Multi pontas são usadas com grande efeito por estes caçadores amazônicos.


Read more: História da Caça Submarina | eHow.com

Posted by: jotasub

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cultura

AO OLHAR O MAR

Se também tu estivesses aqui,

Os dois olhando o mar, o nosso mar,

Os nossos olhos num abraçar

E tu e eu aqui... e o mar...

Tu podes estar aqui, porque eu aqui estou

E estás comigo, em mim, vendo o mar.

A areia branca, nua de um olhar vivo

Presente, sem ver o mar, como tu

Que aqui não estás, mas sinto-te falar

Conversa do mundo, nunca a do mar...

Brisa revolvendo emoções tão simples como o olhar

Mas sem ti aqui, na presença que é o mar,

Não consigo voltar a sonhar

Nem mesmo imaginar o mar do nosso abraço...

O nosso mar, olhando-me friamente isolado

Sabe que não estás aqui, teme teres ido num olhar

Que nunca é o do mar, mas mundo perdido,

Mas quer ver-te regressar,

E na minha mão sentires a força do mar.

Se tu estivesses aqui

Poderia eu dizer-te mesmo com o olhar

E bem mais próximo num terno abraço

Segredar-te... o mar...

Título: Ao olhar o mar

Autor: Juvenal Oliveira

Posted by: jotasub

 

domingo, 9 de janeiro de 2011

História da Caça Submarina

Quando é que o homem começou a mergulhar sob as águas do mar?
Desde os tempos pré-históricos sabemos que os povos faziam da colheita de moluscos e crustáceos parte de sua dieta habitual.

Primeiro capturavam os exemplares que a maré baixa deixava a descoberto e, gradualmente, foram descobrindo que abaixo da superfície, havia um promissor mundo.

A necessidade seria superar o medo e começar a exploração submarina.
Logo descobriram que, para além do alimento poderiam ter um sustento vendendo produtos que foram tirados: pérolas, nacre, esponjas, corante, etc.
Primeiro cegos com os seus olhos com água, com a sua flutuabilidade positiva, e com curto espaço de tempo submerso, iam tentando descer a profundidades para capturar algo do fundo.

O sucesso levaria a subsequente descobertas: um rudimentar óculo de concha, um pêndulo de pedra que lhe permitiu descer mais fundo e os ensinamentos de pai para filho para melhorar as apnéias.

Em 1933 Corlieu fabricou as primeiras barbatanas de borracha .
Em 1956 chega o neoprene trazido dos EUA pela Beuchat.
A partir do início de 1960 foram sendo aperfeiçoados as espingardas de borracha e ar comprimido.


Em 1946, foi fundado a APS (Associação de Pesca Submarina) de Barcelona, o clube mais antigo do mundo dedicado à Caça Submarina.
Em 1950 foi organizado o primeiro campeonato da modalidade em Tânger.
Em 1951 foi regulamentada a pesca com natação.
Em 1960 é regulamentada novamente.
Em 1967 é fundada a FEDAS (Federação Espanhola de atividades submarinas).

Nos anos 70 acontece uma grande confusão quando misturaram todos os tipos de conceitos: pesca com escafandro,com explosivos, as grandes capturas.
De 75 a 81 são suspensos todos os campeonatos internacionais.
Em 1983, é publicada por ordem do CMAS, O Livro branco sobre pesca sub que colocaria tudo no lugar, deixando bem claro a exclusiva consideração desportiva.
A alta estima sentida pelos ocidentais em desporto, a simbiose entre homens e mar, a disponibilidade de horas de lazer, voltar a navegar, a cultura tradicional do mar Mediterrâneo, em grande parte perdido desde a Idade Média, fizeram com que os nativos desenvolvessem a Caça Submarina.

Franceses, italianos e espanhóis são os maiores praticantes deste belo desporto.
Os grandes avanços que o material submarino teve facilitou o desporto profissional.
Assim apareceram os grandes e lendários caçadores submarinos, incluindo os espanhóis José Noguera e Juan Gomis, o francês e italiano Escaplez Mazzarri e mais tarde apareceram os espanhóis Amengual, Carbonell, March e Vinha que são hoje considerados por muitos a elite do mundo de pesca submarina, e muitos que com eles formam um grupo desportivo difícil de vencer.

Hoje em dia são milhares os pescadores submarinos espalhados pelo mundo.
Ao seu redor foi criado uma próspera indústria que oferece seus recursos humanos para tornar o ser humano uma criatura marinha como os golfinhos, capazes de escapar do mundo e entrar na vida marinha.


Da fria e da escuridão das profundidades, imponderável e flexível em direcção à superfície, sentindo o seu batimento cardíaco na pequena imensidão do mar, à beira do limite respiratório, em violação de todas as regras de sua evolução natural em animais terrestres, o Caçador Submarino sobe com o que captura com o treino e a coragem permitiram-lhe atingir.


O sucesso da sua acção significa que depois de inspirar o ar na superfície, na direção da profundidade, dobra a cintura e levanta as duas pernas, a partir da imersão, vai ao fundo movimentando as barbatanas e encontra um buraco, liga a lanterna , descobre os peixes, mira e dispara; captura as presas para que não se rasguem, garante que o arpão, a linha e a arma não se prendem e lentamente sobe para a superficie.

Tudo isto em um ou dois minutos e em profundidades até 45 metros.
De todos os desportos destinados a capturar um peixe, a Caça Submarina é a mais seletiva. Todos os outros desportos são cegos, indiscriminadamente.
Também é limitada no espaço e no tempo: você só pode práticar Caça Submarina em determinados locais e quando as condições meteorológicas e o estado do mar o permitirem.

Existe uma série de espécies que podem ser capturadas na prática da Caça Submarina, como por exemplo o sargo, a corvina, o badejo, o robalo, a bicuda, a salema, a dourada, o pargo, o xaruteiro, a cavala da india, a tainha, o congro, etc, etc.

As capturas são limitadas pela profundidade e a mais de 20 metros são poucos os atletas que podem capturar alguns peixes.

Segue-se que o impacto limitado deste desporto na população de peixes:

Basta deixar uma determinada zona "muito batida" sem pratica desta actividade por um tempo limitado para a mesma voltar a ser repovoada rapidamente.

Uma vez foi dito que a pesca tinha acabado com a espécie, em várias partes do Mediterrâneo e do Atlântico, até a 93, 94, 95.

Poderia verificar uma multiplicação de peixes por todos esses mares.
A Espanha foi sempre a elite mundial deste desporto. Os Noguera, Gomis, Amengual, Carbonell, Vinha, March ... têm conseguido para a Espanha todos os tipos de prêmios internacionais.

O amor pela Caça Submarina tem crescido o número de praticantes significativamente nos últimos anos.

Na tentativa de imitar os actos de veteranos num curto espaço de tempo, são realizadas imersões a grandes profundidades que foram fruto de muitos anos de treino e experiência. Ninguém está consciente de que este desporto é de alto risco e deve ser implementado perfeito conhecimento.
A Federação Espanhola de atividades submarinas (FED), através de sua sua rede de clubes e entidades federadas, dá direito a todos aqueles dispostos a olhar para o abismo do desconhecido, áqueles que pretendam flutuar nas profundezas, que tentam fugir do mundo seco e querem sentir como a água flui entre os os dedos das suas mãos e pernas, através de algumas horas no fundo do mar.
No Brasil , as primeiras atividades de mergulhos registradas foram sem dúvida as dos indígenas, notadamente ao longo do litoral principalmente nas regiões onde a maré represa algumas espécies de peixes.

Diversos escritores e cronistas como Hans Staden, José de Anchietta e outros, descrevem os silvícolas como exímios mergulhadores "que nadam sob o mar com os olhos muito abertos".

Os indícios mais evidentes da atividade subaquática dos indígenas foram os "sambaquis"que são diversos tipos de conchas coletadas através do mergulho.

A destreza desses indígenas no combate aquático fica evidenciada em diversas narrativas como a do assalto a naus francesas no Cabo Frio, onde o governador Salvador Correa de Sá foi salvo 3 vezes pelos Tupiminós que "na água são como peixes".
Em 1946, o francês Cemana, chegou ao Rio de janeiro com os primeiros equipamentos individuais de mergulho e armas de caça submarina.

Cemana instruiu atletas do clube Marimbás do Rio e no costão do Leme, fizeram a primeira caçada submarina do Brasil.
O primeiro campeonato de Caça Submarina foi em Angra dos Reis e aconteceu em 1952, organizado por Bruno Hermany.

Em 1953 foi fundada a Associação brasileira de Caça Submarina que passou a organizar campeonatos.
Em março de 1959, ocorreu o primeiro Torneio Internacional de Caça Submarina.
O Torneio foi realizado entre a baía de Guaratiba e a ponta de Trindade incluindo toda baía de Angra dos Reis.

Participaram no evento: Itália, Portugal, Argentina e França.

O Brasil participou com três equipas e venceu o primeiro e segundo lugar.

Naquela época a confederação brasileira era comandada por João Havelange que deu grande incentivo ao desporto o que permitiu aos atletas brasileiros participarem em competições internacionais.
Nos dias de hoje, o Brasil tem duas confederações de pesca subaquática, a Confederação brasileira de desportos subaquáticos (CBPDS) filiada a CMAS e a confederação brasileira de caça submarina (CBCS) que organizam campeonatos periodicamente .


FONTE: Guarapas Caça Sub ( www.guarapas.com.br )