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quinta-feira, 8 de março de 2012

Apneia

Hoje vou lembrar com alguma nostalgia, o meu curso de Mergulho Desportivo em Apneia - nível 1 e 2 que teve lugar na bela Ilha do Porto Santo, no verão de 2010.

O instrutor do curso dispensa qualquer tipo de apresentações, pois trata-se do campeão nacional João Costa que no evento “ Conquista Azul  2007 “ que teve lugar no Funchal, alcançou a brilhante marca de 42 metros em imersão livre.

Quanto aos  instruendos, todos eles atletas experientes e praticantes de apneia como forma de complemento para aquilo que os une a todos: “ A CAÇA SUBMARINA “.

2010-06-13 Estagio Porto Santo 005

Logicamente que não poderia deixar de falar no grande“ MESTRE “, o nosso treinador Cláudio Vieira que não é mais nem menos do que o actual recordista regional de apneia estática, com a incrível marca de 5´11´´.

O grupo já habituado a estas andanças, mais uma vez esteve à altura daquilo que  foi previamente previsto.

Na verdade, trata-se de um grupo de amigos, onde o espírito de entreajuda está sempre presente e, naquela ocasião, não foi excepção à regra.

Não é demais falar da mascote do grupo, nada mais que o “ BUZICO “ Élvio Santana, o primeiro campeão regional de caça submarina 2010 que conseguiu aguentar-se à bronca e passou com distinção a todas as provas arrojadas a que foi sujeito.

As aulas teóricas

Estagio Porto Santo 506

A minha descida ao “ MADEIRENSE “

Enfim, foram quatro magníficos dias que passamos juntos, dias esses sempre muito intensos mas muito gratificantes a todos os níveis.

Posted by: jotasub

sábado, 4 de fevereiro de 2012

BLUEFIN

OU ATUM RABILHO DO ATLÂNTICO

Thunnus thynnus

O atum rabilho do Atlântico é um dos maiores, mais rápidos e mais coloridos de todos os peixes do mundo. O seu corpo em forma de torpedo, foram talhados para velocidade e resistência. A sua coloração azul-metálico na parte superior e cintilante prata-branca na parte inferior ajuda a camuflá-los de cima e de baixo. E seu apetite voraz e dieta variada dá-lhe um tamanho médio de um colossal 6,5 pés (2 metros) de comprimento e 550 libras (250 kg) de peso, embora as amostras muito maiores não são incomuns.

Posted by: jotasub

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Técnica

POLVOS

Os polvos são moluscos marinhos da classe Cephalopoda e da ordem Octopoda, que significa "oito pés".

Por norma, o caçador submarino utiliza um “bicheiro” para capturar o polvo.

Porém, parece que foi desenvolvida uma nova técnica para a captura do polvo e, pelos vistos, não é necessário o recurso ao bicheiro, senão vejamos:

Posted by: jotasub

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Técnica

Técnica de Respiração (CARPA)
Quem ainda não viu alguns apneístas em competição, antes de iniciarem uma prova, fazerem umas caretas, com a boca em bico, aos beijinhos para o ar
?
Pois é, trata-se de uma técnica de respiração, denominada de Carpa, também conhecida por Packing em Inglês.

Esta técnica permite aumentar o volume de ar nos  pulmões.

A generalidade dos apneístas utilizam esta técnica em todas as disciplinas da apneia, com excepção de alguns, embora raros, tais como o Umberto Pelizzari.

Porquê a carpa? Ar, mais ar mais O2 e mais conforto.

No mergulho em apneia, existem duas razões fundamentais porque precisamos de mais ar nos pulmões.
Primeiro: quanto mais ar inspiramos, mais oxigênio temos nos pulmões, e portanto maior será o tempo da apneia.

Segundo: No mergulho em em profundidade, os volumes de ar em geral e o os pulmões mais particularmente, a partir de um certo ponto, com a pressão a aumentar, diminuem podendo chegar mesmo a um certo ponto em que se encontram tão reduzidos que a compensação tanto da máscara como dos ouvidos, se torna impossível.
Nesta situação, a carpa permite atingir esse ponto critico uns quantos metros mais abaixo, e em teoria, quanto mais carpas se fizer mais abaixo esse patamar será.

Porque estamos nós limitados na quantidade de ar que conseguimos inspirar ?Há vários fatores a considerar: Tamanho dos Pulmões, Caixa Torácica, Extensibilidade Muscular, Mobilidade do Diafragma, Qualidade dos Músculos Inspiratórios, Técnica de Respiração e Estado de Fatiga.

Chegando ao que nos parece ser o limite de inspiração, ainda nos resta a carpa, que sem esforço algum permite a entrada a um precioso suplemento de ar nos pulmões ainda com capacidade para tal.

Não se deve encarar a carpa como uma sucessão de inspirações máximas, umas seguidas de outras, mas sim várias " compactagens " depois de uma inspiração máxima.

Como efectuar a CARPA:

Depois de uma inspiração máxima, seguem-se 3 fases:
1ª fase : Glote fechada boca aberta
2ª fase:  Boca fechada... glote fechada
3ª fase:  Glote aberta... boca fechada etc....

A sucessão de carpas acabará por aumentar consequentemente a quantidade de ar nos pulmões.

Como verificar que está a resultar: Só começando a executar as carpas já com os pulmões cheios ao máximo.
Ao fim de um certo número de carpas, começa se a ter uma sensação desagradável sentimos uma pressão intra-torácica ao nível do esterno, que vai aumentando com a quantidade de carpas.

Erros a evitar. Não começar este exercício dentro de água. Preferir fazê-lo antes fora da água em ambiente calmo. Executar carpas com os pulmões semi-cheios. Neste caso chegamos ao fim da apneia sem ter ainda sentido qualquer pressão a aumentar ao nível dos pulmões. Executar os carpas muito lentamente.
Este exercício deverá ser realizado o mais rapidamente possível porque é tempo precioso retirado à apneia.

No inicio, os nossos pulmões não estão habituados a esse excesso de ar e, portanto, não devemos começar a executar as carpas de maneira intensa. Com o tempo e com treino, os pulmões com maior elasticidade já mostram uma maior tolerância.

A técnica da carpa foi estudada e foi mostrado que levada ao seu extremo, pode ter consequências secundárias nocivas.

Comece com 5 carpas, e depois de alguns meses de prática, vá aumentando um pouco. Não se esqueça de praticar este exercício com moderação.

Conclusão:
A carpa é sem dúvida uma grande ajuda para quem quer ir mais fundo, mas não devemos esquecer que muitos pontos deverão ser respeitados em prioridade. A segurança com a pratica em grupo, o treino assíduo, e a humildade são elementos que nos farão progredir em segurança.

fonte: http://blog.comunidades.net

Posted by: jotasub

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Técnica

FLASHERS

O FLASHER é um equipamento utilizado na caça submarina quando se pretende capturar um troféu (peixe de grande porte).

O FLASHER tem como objectivo atrair para águas mais rasas os pelágicos que, normalmente estão fundos.

Os pelágicos, por norma são curiosos e, devido à sua curiosidade, são atraídos pelo FLASHER.
.
Por se tratar de um equipamento com custos elevados, são muitos os caçadores submarinos que recorrem à bricolage para resolver o assunto, até porque não é muito difícil inventar um FLASHER, uma vez que para isso, basta um pouco de imaginação para se poder fabricar um FLASHER artesanal.
Para a construção do FLASHER há quem use CD's ou outros materiais brilhantes, resistentes à corrosão do mar.

Em baixo, um exemplo de um FLASHER artesanal de óptima qualidade.

Posted by: jotasub

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Técnica

CAÇA À INDIO

De todas as técnicas usadas na prática da caça submarina, muito provavelmente a caça à indio é aquela que é mais utilizada pelos caçadores submarinos.

Quem ainda não viu um belo peixe à superficie durante o deslocamento à barbatana e, após a preparação para o mergulho, iniciou a descida, de forma a cair um pouco afastado do local onde o tal peixe se encontrava e, de seguida percorreu o fundo, de forma lenta e silienciosa, contornando todos os obstáculos, aproveitando para se dissimular no meio, sempre com o objectivo de o capturar?

Logicamente que é mais provável o êxito na captura de um peixe com a aplicação desta técnica, uma vez que, deste modo, conseguimos surpreender o peixe sem ele dar pela nossa presença.

Um dos factores mais importantes na CAÇA À INDIO tem a ver com a forma e o tipo de equipamento que é utilizado, designadamente:

  1. O fato deve ser elástico e, de preferência, camuflado para nos poder-mos dissimular no meio.
  2. A máscara deve ser de volume reduzido para aumentar o campo de visão.
  3. O tubo deve ser maleável para não vibrar com a deslocação no fundo.
  4. As barbatanas devem ser silenciosas e maleáveis.
  5. As luvas devem ser resistentes, atendendo a que a maioria das vezes, a deslocação no fundo é feita com o auxilio das mãos. -

Posted by: jotasub

domingo, 25 de setembro de 2011

Técnica

A FACA

A FACA é, sem dúvida, um utensilio de extrema importância para a segurança do caçador submarino.

- Onde deve ser usada? Será que nas pernas é o local mais indicado para a sua colocação? O tamanho é importante?

Estas são algumas questões com que nos debatemos nas primeiras vezes que utilizamos este equipamento.

Na realidade, com o passar do tempo e com a experência adquirida, o caçador submarino sabe exactamente onde deve colocar a faca, de forma à mesma poder ser utilizada sempre que para tal for solicitada.

Um dos factores que condicionam a escolha da colocação da FACA é o seu tamanho.

Do ponto de vista da segurança, a FACA deve ser colocada, acima de tudo, num local de fácil acesso.

Na perna, a FACA deve ser colocada com o cabo virado para cima, no lado contrário à mão que a utiliza e sempre na parte de dentro da perna, na zona da tíbia.

Se a FACA for colocada no braço, esta pode ser colocada entre o punho e o cotovelo ou mesmo acima do cotovelo e, de uma forma ou de outra, o cabo deve ser sempre colocado no sentido da mão, ou seja, para baixo.

Também há caçadores submarinos que utilizam a FACA no cinto de chumbos o que, não é de todo aconselhável, pelo facto do cabo da boia ou mesmo o monofilamento do arpão ali se poder enlear, o que provoca um certo desconforto.

Mas afinal para que serve a FACA?

Como já foi dito atrás, a FACA é de extrema importância para a segurança do caçador submarino, designadamente ajuda-o, caso seja necessário, a libertar-se de linhas de pesca ou mesmo dum cabo solto no fundo do mar, etc, mas para isso, a FACA tem de estar sempre bem afiada.

Por norma, a FACA é utilizada mais frequentemente no remate dos peixes.

Qual o tamanho certo da FACA?

O tamanho ideal da FACA é medido pelo comprimento da lamina, que pode variar entre os 8 e os 12 cm.

Caracteristicas da faca:

A lamina da faca deve ser de inox ou mesmo de titânio, com um gume cortante e outro com uma parte de serrilha.

Posted by: jotasub

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Técnica

PENDULO ou SPUTNIK



O PENDULO ou SPUTNIK é uma ferramenta indispensável para o caçador submarino que gosta de explorar águas mais profundas.


Como é que o SPUTNICK deve ser utilizado e de que forma se poder tirar dele o máximo proveito são duas questões que importa saber.



O recurso ao SPUTNIK, por norma, é feito por caçadores submarinos mais experientes, cujo objectivo é alcançar mais facilmente e, em segurança, profundidades abaixo dos 30 / 40 metros.


Para o caçador submarino poder sentir-se confortável a caçar abaixo dos 40 metros de profundidade, torna-se imperativo o uso do SPUTNIK, salvo raras excepões.



No mergulho em profundidade, normalmente é utilizado o SPUTNIK ligado a uma boia ou a uma embarcação através de um cabo de cor visivel.


COMO CALCULAR O PESO DO PENDULO EM FUNÇÃO DO CAÇADOR SUBMARINO:


A quantidade de peso total do SPUTNIK não deve ser maior do que aquele que é utilizado numa descida normal, ou seja, se o caçador submarino normalmente desce com 6Kg no cinto de chumbos para ficar neutro em -10 metros, deve retirar 3Kg de peso ao cinto de chumbos e passar os 3Kg para o pêndulo. Isso baixará a zona neutra para -18 a -20 metros sensivelmente, reduzindo o gasto energético com a subida.


ATENÇÃO:


O SPUTNICK deve ser sempre encarado como uma ferramenta de segurança nos mergulhos em profundidade e não como um meio para alcançar mais depressa profundidades que possam por em risco a vida do caçador submarino.


O recurso ao SPUTNIK deve ser sempre explorado através do sistema de duplas, isto é, enquanto um caçador submarino mergulha, o outro permanece à superficie a fazer segurança ao colega e recolhe o cabo.


Na descida, é muito importante o sincronismo entre o caçador submarino que vai mergulhar com aquele que fica a montar segurança, por exemplo, um sinal previamente combinado, pois permite que o SPUTNIK seja largado justamente na hora que o caçador submarino for iniciar o mergulho.
O cabo só deverá ser recolhido após o caçador submarino voltar à superficie, pelo facto do cabo poder ser usado para auxilio na subida e marcar o local da descida.


Ao mergulhar com o auxílio do SPUTNIK, o caçador submarino economiza oxigénio e o desgaste fisico na descida é reduzido, ganhando assim desta forma mais algum tempo de apneia.


Também com esta técnica, a aproximação ao peixe é feita duma forma mais silenciosa, aumentando assim as probabilidades de êxito da captura.




Antres de mergulhar num determinado spot, é importante verificar previamente se o carreto tem fio suficiente para se poder recuperar um peixe a determinada profundidade, porque não deve ser nada agradável acabar o fio antes do caçador submarino chegar à superficie.


Contudo, é importante saber “controlar” o risco e saber “travar” a confiança, uma vez que à medida que a experiência aumenta, pode haver uma tendência para se querer caçar mais fundo.


DUAS REGRAS DE OURO:




  1. Não se deve usar o sputnik em profundidades que não se consegue lá chegar sem o seu auxílio.


  2. Apenas deve ser usado para aumentar o tempo de fundo.


Posted by: jotasub

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Técnica

OS CARDUMES DE BICUDAS



Nome científico: Sphyraena viridensis;

Localização: A espécie de Sphyraena viridensis possui uma distribuição geográfica que vai desde o Atlântico Este Central, Açores, Madeira, Cabo Verde e Canárias.

É frequente encontrar grandes cardumes de BICUDAS em determinados spots, normalmente localizados em baixas.


A BICUDA é um peixe que, por norma deixa chegar perto mas como o seu corpo é alongado e roliço (fusiforme) torna mais dificil a sua captura.


Por vezes, é possível encontrar cardumes de BICUDAS já de considerável dimensão, o que se torna num alvo bastante apetecível.


Sphyraena guachancho


Juntamente com os cardumes de BICUDAS, podemos eventualmente encontrar outros predadores de maior porte, designadamente lirios, anchovas ou até mesmo enxaréus que por ali poderão andar também eles à caça.


A abordagem ao cardume das BICUDAS deve ser feita com muita calma e de forma discreta, de modo a não afuguentar o peixe.


Escusado será dizer que quando as bicudas se sentem ameaçadas, elas têm tendência a afundar.



Posted by: jotasub

sábado, 3 de setembro de 2011

Técnica

LIRIO OU CHARUTEIRO



O LIRIO OU CHARUTEIRO é um peixe inconfundível para qualquer caçador submarino experiente.


Trata-se de um peixe que apresenta uma faixa colorida, de cor amarelada ou acobreada e que se estende ao longo de todo o flanco, desde a mandibula ao lobo superior da barbatana caudal.


Este peixe tem ainda a particularidade de apresentar uma linha negra de cada lado, que passa pelo olho, unindo o maxilar superior ao topo da cabeça, formando um “ V “.



O LIRIO OU CHARUTEIRO é um peixe de água livre e os seus exemplares juvenis, costumam deslocar-se em cardumes muito numerosos e quando atíngem o estado adulto, formam cardumes mais pequenos.



Na captura dos grandes exemplares, é fundamental que o caçador submarino esteja em boa condição física e psicológica, pelo facto deste tipo de peixe ser um predador por natureza e frequentar zonas de forte corrente e profundidades consideráveis.


Normalmente, os LIRIOS OU CHARUTEIROS são frequentemente encontrados em baixas afastadas da costa e em cotas abaixo dos 20 metros de profundidade.


Para estas aventuras, é importante o caçador submarino, previamente, treinar a sua técnica de nado, sobretudo nadar muito em situações de contra-corrente e por longos periodos, com o objectivo de adaptar as pernas ao esforço físico a que a corrente nos obriga.


Como estas capturas são efectuadas a profundidades consideráveis, é fundamental o treino regular de apneia em piscina durante todo o ano.


Regra geral, o LIRIO OU CHARUTEIRO pode ser capturado de três formas diferentes, a saber:




  1. Coulée – Caçar na descida


  2. Caça á espera em água livre


  3. Em baixas afastadas da costa

São três os momentos mais importantes na captura do LIRIO OU CHARUTEIRO e que o caçador submarino tem de dominar na perfeição para obter o sucesso desejado:




  • A detecção do peixe


  • A aproximação ao peixe


  • O tiro


Posted by: jotasub

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Técnica

SAÍDA PELO CALHAU

Numa saída do mar à barbatana, é fundamental o caçador submarino tomar algumas providências quando sai da água, designadamente:

1.  Se o local escolhido para a saída for feito pelo calhau e, sobretudo se o local não for bem conhecido, o caçador submarino tem de ter especial atenção ao estado do mar e à corrente para poder sair do mar em segurança.

2.  É preciso ter especial cuidado quando o mar rebenta em cima do calhau, uma vez que , nestes casos, é de todo impossível ao caçador submarino poder controlar a força da água.

3.  Ter sempre vários locais alternativos para a saída da água, na eventualidade do local escolhido não oferecer as condições minimas de segurança.

4.  Nunca perder a calma e esperar pelo perido de acalmia (acalmia é um período de repouso que se segue a outro de agitação) das vagas.

Posted by: jotasub

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Técnica

A APROXIMAÇÃO AO PEIXE

A aproximação ao peixe na caça submarina é de extrema importância para o sucesso da captura.

A aproximação ao peixe tem de ser feita de forma muito suave, para que o peixe não note que o caçador submarino é um elemento estranho no meio.

Em primeiro lugar, quando é feita a abordagem ao peixe, o nado tem de ser suave e de pouca amplitude.

Na aproximação ao peixe, outro dos factores de extrema importância é o ruído e nunca nos devemos esquecer de que existe um tipo de ruído que atrai o peixe e um outro tipo que o espanta.

Um dos ruídos que espantam o peixe, normalmente são aqueles ruídos provocados pela compensação, designadamente a manobra de Valsava, embora não não pareça.

Uma outra situação a evitar é tocar com as barbatanas ou outro equipamento no fundo, pelo facto do ruído causado fazer com que os peixes também fujam.

Posted by: jotasub

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Técnica

O LASTRO

O lastro consiste em qualquer material usado para aumentar o peso e/ou manter a estabilidade de um objeto.

Na caça submarina, o lastro é utilizado como forma de compensar a flutuabilidade causada principalmente pelo fato de mergulho.

A quantidade de lastro a utilizar, varia de pessoa para pessoa e depende da sua flutuabilidade natural.

Normalmente, é utilizado 1kg de lastro por cada 10kg de massa corporal.

Uma forma eficiente de calcular a quantidade de lastro ideal é com o mergulhador dentro de água na posição vertical, corpo esticado e com os braços semi-abertos, ir adicionando lastro até que o nível da água fique abaixo da boca.


O lastro pode ser utilizado sob a forma de blocos revestidos ou não.

O lastro é utilizado normalmente, recorrendo a um CINTO DE CHUMBOS

ou integrado num COLETE DE CHUMBOS

Colete p/ Pesos Pro Picasso

Posted by: jotasub

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Técnica

A CAÇA SUBMARINA COM CORRENTE

Ao praticar caça submarina com corrente, podemos optar por entrar num local e sair noutro mais à frente, caçando sempre a favor da corrente ou então, entrar num local, caçar ao sabor da corrente e esperar que o sentido da corrente mude.

É sempre preferível caçar contra a corrente no início do mergulho, quando o caçador submarino ainda tem força e energia, aproveitando o regresso para caçar a favor desta quando a força e a energia já não abundam. Nunca deve ser feito o contrário porque com o peso da bóia aliado ao cansaço, o regresso pode tomar-se complicado.

É aconselhável o uso de pranchas de caça submarina quando se caça com corrente, pois as pranchas provocam menos atrito na água, relativamente às bóias.

Outro factor curioso e não menos importante e a ter em conta quando se caça com corrente é o modo como se deve colocar o peixe no enfião. Todos os peixes devem ser enfiados pela boca e não pelo opérculo pois o hidrodinamismo do peixe (de cabeça para a corrente) é um factor importante a seu favor.

Quando se vai caçar numa zona de corrente, torna-se imperativo consultar uma tabela de marés para podermos saber com o que contar.

Há quem diga o esforço físico é minimizado durante uma jornada de caça submarina com corrente, quando se adopta um sistema de caça em forma de ziguezague, cruzando todo o campo de caça.

O equipamento deve ser limitado por razões de esforço mas deveremos prever algumas situações: a bóia é sempre indispensável para efeitos de sinalização e também como ponto de apoio e transporte de material e do pescado.

Mesmo que a água esteja fria não é aconselhável caçar com corrente com um fato muito espesso ou mesmo com o recurso ao colete, uma vez que obriga ao uso de mais lastro, o que nos torna mais pesados e nos causa maior cansaço e, visto termos de nadar bastante devemos prevenir-nos contra o calor e o desconforto.

É sempre indispensável a presença de um companheiro, pois sempre podem os dois combinar em usar uma só bóia durante a jornada de caça, “dividindo as despesas do transporte da bóia” a meias.



Posted by: jotasub

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Técnica

A CAÇA SUBMARINA EM ÁGUAS TURVAS

Quando as massas de água se movimentam e revolvem o fundo do mar, provocam a elevação de particulas que irão permanecer em suspensão e fazem com que a agua fique turva, principalmente nas regiões costeiras.

Quando o fenomeno das frentes frias coincide com um periodo de luz solar forte, irá acelerar o processo de fotossintese da flora marinha e o consequente desenvolvimento explosivo das algas torna agua esverdeada, pelo que prejudica ainda mais a visibilidade.

A falta de visibilidade na água condiciona, de certo modo, a performance do caçador submarino. Em águas claras, o peixe é mais abundante e, logicamente torna-se mais eficiente a precisão do tiro. Mas a verdade é que, nem sempre o mar nos oferece condições óptimas para o desempenho da caça submarina. Por isso, o caçador submarino tem de se adaptar às adversidades e com muita persistência consegue obter bons resultados no seu desempenho em águas turvas.

Há quem diga que a visibilidade vertical é sempre inferior à horizontal. Na verdade, em determinadas zonas costeiras, a transparencia da agua melhora muito abaixo de determinada profundidade.

Posted by: jotasub

terça-feira, 21 de junho de 2011

Técnica

A CAÇA SUBMARINA EM PROFUNDIDADE

Quando se atíngem determinados patamares de profundidade na prática da caça submarina, isto só é possível graças a um progresso natural do próprio caçador submarino e, NUNCA de forma forçada, pelo que o tempo e a experiência adquirida ao longo de várias caçadas complementadas com um método regular de treino físico, farão com que, a pouco e pouco, nunca descurando a segurança, o caçador submarino se sinta mais confiante das suas próprias capacidades.

A caça submarina a grande profundidade, normalmente é praticada por caçadores submarinos experientes, onde cada um tem a plena consciência das suas capacidades e sabe perfeitamente até onde poderá ir.

A caça submarina a grande profundidade obriga o caçador submarino a usar todas as suas faculdades físicas e psíquicas.

Os primeiros mergulhos efectuados durante uma jornada de caça com mergulhos a grande profundidade, deverão ser feitos em zonas de pouca profundidade, com vista a uma adaptação gradual do organismo.

Há determinados factores que poderão condicionar o mergulho em perfundidade, designadamente a visibilidade, a temperatura da água, ou mesmo a presença de correntes marítimas.

No verão, os mergulhos a grande profundidade são mais rentáveis, pelo facto da temperatura da água no fundo estar mais tolerante.

Relativamente à visibilidade da água, lógicamente que mergulhar com águas claras é mais fácil cair em bons spots do que fazer sucessivos mergulhos às escuras até encontrar o spot desejado.

Num mergulho a grande profundidade com corrente, o esforço na descida e na subida é muito maior.

Se após observar-mos todas estas regras, sentirmos algum sintoma estranho em nosso organismo, que nos alerte de algum possível perigo, devemos abandonar imediatamente estas águas e buscar outras menos profundas.

Vejamos agora os aspectos mais importantes para a pratica da caça submarina a grande profundidade:

  1. Estar de perfeito estado de saúde
  2. Ter boa condição física e psicológica
  3. Realizar os primeiros mergulhos em zonas de menor profundidade para que o organismo se adapte pouco a pouco à profundidade
  4. Ter sempre em mente que a fadiga e a tensão emocional nos podem trair
  5. No fundo, nunca esquecer a distância para a superfície e estar sempre atento aos sinais do organismo com vista à subida
  6. Nunca subir com peso excessivo pois causará excesso de esforço
  7. Em caso de emergência, não hesitar em abandonar o cinto de lastro
  8. Mergulhar fundo, mas sempre vigiado por um companheiro que mergulhe à mesma profundidade

Por fim, é sempre importante lembrar que nenhum peixe por mais grande que seja, vale a nossa vida!!!

Posted by: jotasub

terça-feira, 7 de junho de 2011

Técnica

A aproximação ao Peixe

Na caça submarina, a aproximação ao peixe é um factor de extrema importância para o sucesso da captura do peixe.

A aproximação ao peixe tem de ser feita de uma forma muito suave, pelo que a técnica de nado deve ser feita de uma forma suave e sem movimentos bruscos.

É muito importante na aproximação ao peixe, ter em atenção a questão do ruído. A manobra de compensação origina um ruído que espanta o peixe e, portanto, não deve ser feita na proximidade do peixe.

Outro ruído a evitar na aproximação ao peixe e, não menos importante que a manobra de compensação, tem a ver com a acção do caçador submarino no fundo do mar, isto é, o caçador submarino deverá evitar tocar com o equipamento no fundo rochoso, designadamente as barbatanas, o cinto de chumbos os mesmo a arma ou a lanterna.

Na aproximação aos peixes PELÁGICOS (barracudas, cavalas, etc.) é aconselhável deixar que o peixe se aproxime do caçador submarino, pelo facto de serem peixes bastante curiosos.

Para as garoupas e badejos, pelo facto de serem peixes territoriais e ser usual estas espécies protegerem os seus buracos, o ideal é mesmo o caçador submarino chegar perto do buraco e ficar por ali à espera que o peixe venha ver o que se está a passar.

Realtivamente ao Budião, que é uma das espécies mais vulgares da nossa costa, a técnica da caça à espera é a mais eficaz. Na espera, o caçador submarino não deve olhar diretamente, olhos nos olhos, a presa. O peixe vai acostumar-se com a presença do caçador submarino.

Os peixes de passagem podem ser encontrados na descida, a meia água ou mesmo quando estiver no fundo ou na subida, pelo que a calma e o sangue frio é o mais importante nestas situações. É importante para o sucesso da captura que o peixe entre bem no campo de tiro e o disparo deve ser feito com total confiança a fim de garantir o êxito da captura.

Posted by: jotasub

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Técnica

TÉCNICA DE NADO COM BARBATANA

De nada servirá aprender a mergulhar antes de aprender a nadar com barbatanas!

É o princípio básico de qualquer caçador submarino.

Grande parte dos que se iniciam na prática desta modalidade, pelo facto de agirem no meio aquático, de forma desordenada e muito ruidosa, normalmente não chegam aos indices de performance dos mais experientes, o que é absolutamente normal.

É muito importante valorizar as questões da hidrodinâmica e da economia de esforço, sobretudo para quem mergulha fundo.

Saber nadar significa saber deslocar-se mais rápido na água com o menor esforço possível.

É vulgar ver os praticantes com menos experiência a dobrar as pernas pelo joelho durante o nado à suprficie ou mesmo durante a imersão.

Durante o nado, o movimento da perna deve iniciar-se na anca e a perna inteira deverá estar em movimento.

O movimento das pernas deverá ser feita com amplitude e sem esforço.

O movimento da barbatana deve ser natural, sem aceleração e com movimentos amplos.

O praticante que utilize uma “patada” irregular demorará mais tempo a prcorrer uma determinada distância.

Um bom executante irá percorrer com maior rapidez e menos esforço a mesma profundidade.

Durante o nado, os joelhos não devem dobrar-se demasiado. O movimento deve ser amplo e a partir dos quadris.

Como não há duas pessoas iguais, cada praticante deverá adaptar a si e sempre de acordo com as suas capacidades físicas, a escolha do material e a rigidez das palas.

É inútil utilizar umas barbatanas de carbono se não dominarmos a técnica de nado com barbatana.

É exencial um bom golpe de rins para iniciar a descida.

Um bom golpe de rins deve levar-nos, seguramente a 3 ou 4 metros de profundidade.

O golpe de rins deve ser um movimento muito rápido e dinâmico.

É exencial o corpo estar bem equilibrado na água para podermos descer na posição vertical.

Há várias tendências no que se refere à posição da arma na descida. Alguns colocam a arma ao longo do corpo e outros levam-na em posição de disparo e com o braço esticado bem para a frente.

SpearFishingAustraliaPhoto

Na verdade, cada caçador submarino procura sempre encontrar a sua posição mais hidrodinâmica porque, seguramente que com os dois braços bem esticados para a frente, a descida é feita mais rapidamente do que com os braços recolhidos ao longo do corpo.

Na descida, deve rever-se mentalmente todos os movimentos do corpo, com o objectivo de tirar o máximo de eficiência.

Por fim, devemos estar relaxados o mais possível para evitar o consumo excessivo de oxigénio.

Bons mergulhos e boas apneias.

Posted by: jotasub

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Técnica

A caça submarina em grutas ou cavernas

Quantas e quantas vezes nós já ficámos na dúvida se deveríamos ou não entrar numa gruta ou caverna mesmo sabendo de antemão, que lá dentro poderia estar o troféu que tanto ambicionamos?

As grutas ou cavernas são lajes de rocha que são ocas por baixo - normalmente trata-se de um tipo de arenito que se forma nas profundezas das dunas de areia.

Ao longo dos anos, estas lajes são expostas e varridas pela ação das ondas.

Uma caverna normalmente não é muito aberta ao exterior. Portanto, se as aberturas da caverna não são perpendiculares à sua profundidade, significa que a caverna vai ter um bom espaço de manobra no seu interior.

O video abaixo, dá-nos uma idéia do que pode ser uma gruta ou caverna.

Algumas dicas na exploração de uma gruta ou caverna:
Seja cuidadoso ao atirar num peixe dentro duma gruta ou caverna, pois é fácil perder um arpão, caso o peixe não apague e fique mal arpoado. O peixe mal arpoado irá concerteza refugiar-se numa fenda atrás duma rocha em zona escura, o que não é nada agradável.
Nesta situação, infelizmente, só a faca poderá resolver o problema e o mais certo é ficarmos sem o arpão.

Nunca devemos entrar numa gruta sem termos a certeza de que é possível nos virarmos no seu interior.

Ter plena consciência do limite das nossas capacidades e nunca passar essa marca.

Na dúvida, devemos seguir sempre o que a nossa intuição nos diz.

É provavelmente uma boa idéia ter um companheiro de mergulho sempre pronto para dar ajuda, se necessário.

Posted by: jotasub